Portugal tem 563 idosos infetados dispersos por 69 lares

A ministra da Saúde revelou que atualmente há 69 lares com casos de covid-19, num total de 563 utentes e 225 funcionários infetados, mas considerou que a evolução no número de casos de contágio é positiva.

"Neste momento temos uma evolução positiva nos lares", afirmou a ministra Marta Temido na habitual conferência de imprensa sobre a situação da covid-19 em Portugal, recordando que houve alturas, desde o início da pandemia, que foram contabilizados cerca de 2500 idosos infetados e mais de mil funcionários em 365 instituições.

De acordo como boletim da Direção-Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 54 701 casos de infeção confirmados e 1786 mortes.

A ministra referiu que das 1786 mortes registadas até ao momento associadas à covid-19, 688 foram de pessoas que residiam em lares, não significando, ressalvou, que estas tenham falecido nesses locais.

Desde finais de junho estas instituições residenciais para idosos estão sob vigilância através de visitas periódicas de equipas conjuntas da saúde e da Segurança Social e, segundo Marta Temido, vão continuar a realizar-se "até se manter a situação epidemiológica, sendo um dos instrumentos fundamentais para perceber e antecipar problemas".

"Até ao final deste mês, está prevista a visita a mais mil das 2600 instituições [lares] e recordo que já se realizaram mais de 500 visitas, tendo-se começado por Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo, região Centro e região Norte", sublinhou.

Contudo, a ministra fez questão de destacar a diferença entre as estruturas residenciais de idosos (lares), que não têm uma vocação de unidades de saúde e que são certa de 2600, e equipamentos da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, que ultrapassam as 300.

De um universo de 15 mil trabalhadores da rede de cuidados continuados, já foram testados 14 700, tendo sido confirmados 168 casos positivos, dos quais seis ainda se mantêm ativos.

A governante prometeu que as estruturas de saúde vão continuar a trabalhar para que na época outono-inverno as situações verificadas nos lares sejam cada vez menos e, sempre que possível, se evitem os óbitos, reconhecendo que "há coisas para melhorar e há trabalho para fazer".

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 781 194 mortos e infetou mais de 22,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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