Covid-19. Só o Porto e o Algarve não registaram mortos nas últimas 24 horas

Número de infetados no nosso país cresceu para 42 782 e óbitos sobem para 1 587 desde início da pandemia.

Portugal registou mais oito mortos por coronavírus, nas últimas 24 horas - em Portugal Continental só nas regiões do Porto e no Algarve é que as autoridades sanitárias não contabilizaram óbitos por covid-19. O Alentejo, a região do país com menos vítimas mortais desde o início da pandemia, viu os números subirem de sete para nove, de acordo com os dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, divulgado esta quinta-feira (2 de julho).

Uma subida de 28,6% que está diretamente relacionada com o surto no lar de Reguengos de Monsaraz, onde esta quinta-feira foram anunciadas mais duas mortes - elevam-se para oito o número de idosos que perderam a vida neste estabelecimento.

De acordo com a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, ao final da tarde de quarta-feira, morreu uma idosa, de 94 anos, infetada com covid-19 e que se encontrava no lar da Fundação Maria Inácia Perdigão Silva. Já na madrugada desta quinta-feira, acrescentou, morreu uma utente da mesma instituição, de 92 anos, que se encontrava internada no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).

No Porto, o Boletim Epidemiológico divulgado esta quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) também não aponta novas vítimas mortais - mantém-se as 819 de quarta-feira. Sem alterações está igualmente o Algarve, onde há registar 15 mortes desde o início da pandemia.

A região de Lisboa e Vale do Tejo viu esta quinta-feira o número de mortos subir para 480 (mais cinco) e a região Centro também registou mais um morto (tem agora 249). Com os dois registados no Alentejo, chega-se às oito novas víimas mortais por covid-19.

Lisboa continua a registar maioria dos novos casos

Portugal registou 328 novos casos de covid-19, nas últimas 24 horas. O número de infetados desde o início da pandemia sobe assim para 42 782, de acordo com os dados do boletim epidemiológico da DGS.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a registar a maior subida de infeções - 83,2% relativamente ao dia anterior.

Foram registados mais oito óbitos em relação ao dia anterior - o número de pessoas que morreram devido ao novo coronavírus eleva-se para 1 587.

De acordo do boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) há mais sete doentes internados (subiu de 503 para 510 em 24 horas), mas, em contrapartida, há menos duas pessoas nos cuidados intensivos (desceu de 79 para 77).

Marta Temido nega descontrolo na AML

A ministra da Saúde garantiu esta quarta-feira à noite, em entrevista à RTP, que não há "descontrolo" da situação epidemiológica na Área Metropolitana de Lisboa. No entanto, Marta Temido admitiu que existe "uma situação de sobressalto, que não nos deixa estar tranquilos" e "dificuldades em quebrar cadeiras de transmissão".

Ainda sem certezas sobre as razões que levaram a um novo aumento de casos, a governante referiu apenas que "são tipicamente zonas desse tipo, densamente povoadas, onde as pessoas circulam muito e onde é difícil intervir pela multiplicidade de contactos".

"Para haver descontrolo, teríamos de ter, e não estamos a ter, um crescimento exponencial de novos casos e reflexos em termos de sobreutilização do Serviço Nacional de Saúde. Não é isso, felizmente, que está a acontecer", frisou a governante.

A ministra reconhece que há "dois hospitais que têm tido maior pressão", referindo-se ao Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e ao Beatriz Ângelo (Loures).

Sobre as críticas do autarca lisboeta, Fernando Medina, a ministra diz que não ficou surpreendida. "Ao longo destes quatro meses, o ministério, autoridades de Saúde e Direção Geral da Saúde têm sido objeto de muita atenção, muito escrutínio e muitos reparos. Isso aconteceu no Porto, em Ovar. Se precisamos de maior eficiência? Nisso estamos todos de acordo", rematou.

Fernando Medina disse na segunda-feira no espaço de comentário na TVI24 que "com maus chefes e pouco exército não é possível ganhar esta guerra". "É uma nota direta a todos os responsáveis relativamente a esta matéria, que é preciso agir rápido. Ou há capacidade de conter isto rápido ou então têm de ser colocadas as pessoas certas nos sítios certos", sublinhou.

Reino Unido vai levantar quarentena a países

Dezenas de países vão ficar isentos de restrições de viagem e quarentena à entrada no Reino Unido a partir de segunda-feira, mas ainda é incerto se Portugal vai ser incluído, noticia esta quinta-feira a comunicação social britânica.

O Daily Telegraph noticia que 75 países de risco baixo ou muito baixo vão ser abrangidos, enquanto o The Times sugere que a lista inclua até 95 países e que integre a quase totalidade da União Europeia, bem como Bermudas e Gibraltar, Turquia, Tailândia, Austrália e Nova Zelândia.

Os dois jornais mantêm a incerteza sobre a inclusão de Portugal devido aos surtos de pessoas infetadas com coronavírus identificados nas últimas semanas no país, nomeadamente nos arredores de Lisboa.

O governo britânico tinha indicado na semana passada que iria selecionar um número limitado de "corredores" com alguns países, que seriam classificados de acordo com as cores dos semáforos para sinalizar os destinos com maior risco de infeção com covid-19.

Porém, alguns destes países mantêm restrições de viagem do seu lado, como a Grécia, que anunciou na segunda-feira que iria manter a obrigação de quarentena a pessoas que cheguem do Reino Unido até pelo menos 15 de julho.

Países de alto risco, como os EUA, Rússia Brasil, deverão ser classificados como vermelho pelo governo britânico, adianta o Daily Telegraph.

Bordéis holandeses reabrem. Sem beijos

Os bordéis holandeses, incluindo o famoso Bairro da Luz Vermelha de Amesterdão, reabriram na quarta-feira após terem estado encerrados durante um longo período de tempo devido ao coronavírus, com profissionais do sexo e clientes a terem que seguir novas regras para evitar infeções - por exemplo, os beijos devem ser evitados.

Os Países Baixos ordenaram o encerramento de todos os clubes de sexo em meados de março e planeava mantê-los fechados até setembro, mas recentemente antecipou a data devido à queda do número de casos de covid-19.

"Tenho a agenda completamente cheia" para quarta-feira, disse Foxxy (pseudónimo profissional), trabalhadora do sexo e ativista do Centro de Informações sobre Prostituição (PIC) de Amesterdão, à AFP.

"Fiz uma festa quando ouvi" o anúncio do governo a 24 de junho de que o trabalho sexual poderia recomeçar, disse Foxxy, que aluga um quarto num bordel fora do Bairro da Luz Vermelha.

Com Lusa

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