Coronavírus. Italiano que esteve na China está a ser avaliado no Porto

Empresário italiano regressado da China estava de visita a uma fábrica de Felgueiras e apresentou sintomas semelhantes aos dos doentes com o coronavírus. Está a ser submetido a testes e vai ficar em isolamento no Hospital de São João, no Porto.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) informou esta sexta-feira estar a avaliar um caso suspeito de infeção por Coronavírus em Portugal, no Porto.

"Este doente regressou da China no dia 22 de janeiro onde teve contacto com um cidadão com provável infeção pelo 2019-nCoV [Coronavírus] e está a ser encaminhado para o Centro Hospitalar Universitário de S. João no Porto, hospital de referência para estas situações", adiantou, em comunicado.

Segundo avançou a RTP, trata-se de um empresário que regressou de uma viagem de negócios à China e apresentou sintomas semelhantes aos dos doentes atingidos pelo novo coronavírus chinês, como febre, tosse e falta de ar. Não está confirmado que esteja infetado e está a ser submetido a testes.

A DGS não confirmou a nacionalidade do doente, mas o JN revelou tratar-se de um cidadão italiano que presta serviços de robótica a empresas, que terá estado cinco horas dentro de uma ambulância dos bombeiros de Felgueiras, até à chegada da equipa especializada do INEM, que o levou então para o Hospital São João, no Porto.

O homem estava em visita às instalações da fábrica Armipex, em Felgueiras, que tem cerca de 90 trabalhadores. O empresário italiano terá estado em contato com seis pessoas, segundo informações da filha do dono da fábrica, Diana Peixoto, ao JN.

O homem vai ficar em isolamento na unidade hospitalar e nas próximas horas devem ser conhecidos os resultados dos testes em curso. O empresário não esteve em Wuhan, centro do surto, mas perante sintomas febris decidiu recorrer aos serviços de saúde.

A DGS acrescentou que fará atualização da situação "logo que seja conhecido o resultado das análises laboratoriais", o que deve acontecer no sábado.

Já não é o primeiro caso suspeito em Portugal. Nos últimos dias, pelo menos três pessoas que viajaram da China e que apresentavam sinais compatíveis com a nova pneumonia foram avaliados em hospitais portugueses. Todos se revelaram, no entanto, alarmes falsos.

"Tivemos três casos possíveis de pessoas que tinham a preocupação, perante sintomas, e vindas da China. Esses casos não foram validados, não passaram pelo crivo médico e seguiram a sua vida normal", afirmou há dias a diretora-geral de saúde.

A Direção-Geral de Saúde já tinha emitido um conjunto de orientações. Os casos suspeitos de coronavírus detetados em Portugal devem ser colocados numa área de isolamento e os profissionais que os detetem devem usar equipamentos de proteção individual.

Perante um caso suspeito, o potencial doente deve ser colocado numa área de isolamento (um quarto, uma sala ou um gabinete), que permita distanciamento social em relação aos restantes utentes ou doentes.

Na orientação emitida, a DGS indica que os profissionais da triagem ou na inscrição dos utentes devem ser orientados e treinados para a deteção precoce de um possível caso suspeito. Os casos suspeitos devem ficar internados, em hospitais de referência, num quarto individual de isolamento com pressão negativa e casa de banho privativa.

[notícia corrigida às 00.30, com a indicação de tratar-se de um cidadão italiano]

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