Comprimidos para sexo lideram apreensões nas alfândegas

Entre 2015 e 2019 foram apreendidas nas alfândegas portuguesas portuguesas 2,5 milhões de unidades de medicamentos por suspeitas de falsificação e a maioria é para tratamento da disfunção erétil

Entre 2015 e 2019 foram apreendidas 2,5 milhões de unidades de medicamentos nas alfândegas portuguesas por suspeitas de falsificação, escreve esta terça-feira o JN, que teve acesso aos dados da Autoridade Nacional de Medicamento (Infarmed).

A apreensão de medicamentos para a tratamento de disfunção erétil está em maioria, seguida dos fármacos para o sistema nervoso, psicofármacos e analgésicos. Ao longo do ano passado, o Infarmed emitiu oito alertas de segurança aos consumidores para produtos ilegais, sete dos quais para tratamento da disfunção erétil e um outro para estimular o desejo sexual e a libido, entre os quais Gold Max Blue, Yohimbe Extract ou o Male Extract, que continham substâncias ativas como a iombina ou sildenafil, que se destinam à melhoria do desempenho sexual.

Só no último ano foram intercetadas 721 mil unidades, o que representa um aumento de 48 por cento face a 2018. 2019 foi mesmo o ano com mais comprimidos retidos nos últimos cinco anos, tendo-se registado mais apreensões do que no total dos dois anos anteriores.

Tal como nos anos anteriores, China, Índia, Brasil e Estados Unidos são os principais países de origem dos medicamentos.

Do total apreendido nos últimos cinco anos, cerca de 10 por cento (256 mil unidades), foram destruídos pelas autoridades, por se tratarem de fármacos ou sem as autorizações legalmente exigidas ou porque havia suspeita de falsificação.

A fiscalização e apreensão de medicamentos por suspeita de falsificação resulta de um protocolo estabelecido entre o Infarmed e a Autoridade Tributária em 2011.

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