Comerciantes da Baixa de Lisboa criticam nova tarifa de estacionamento

A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina manifestou o seu "total desagrado" pela introdução de uma nova tarifa de estacionamento naquela zona pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, considerando a medida "totalmente descontextualizada".

"Esta tarifa terá um limite de estacionamento de duas horas e um custo de dois euros por hora e é, aos olhos da ADBP [Associação de Dinamização da Baixa Pombalina], totalmente descontextualizada no panorama de crise e fragilidade que o comércio local e, mais concretamente a Baixa Pombalina, atravessa neste situação de pandemia", é referido num comunicado da associação divulgado esta segunda-feira (21 de dezembro).

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou na semana passada uma proposta do município que introduz alterações ao Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública, que prevê a criação de duas novas tarifas que corresponderão às cores castanha e preta e custarão dois euros e três euros por hora, respetivamente, até um máximo de duas horas num conjunto de zonas centrais da cidade.

Atualmente existem três tarifários, sendo que a cor verde custa 80 cêntimos por hora, a amarela tem um custo de 1,20 euros e a vermelha 1,60 euros por hora.

Manifestando o seu "total desagrado" com a implementação da nova tarifa castanha na zona da Baixa-Chiado de Lisboa, a ADBP recorda que, ao contrário do que acontece na capital, várias cidades do país e alguns centros comerciais, assiste-se ao "alívio de algumas medidas de mobilidade e estacionamento, como o livre acesso a parques gratuitos, para facilitar o acesso às compras de Natal e apoiar o setor do comércio local.

Na reunião da Assembleia Municipal realizada na quinta-feira, a proposta para alterar o Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública apenas teve os votos favoráveis do PS, do BE (partido que tem um acordo de governação da cidade com os socialistas) e de nove deputados municipais independentes.

Votaram contra PSD, CDS-PP, PCP, PAN, PEV, MPT, PPM e um deputado municipal independente. A proposta teve ainda a abstenção de um deputado municipal independente.

Além da criação das duas novas tarifas serão introduzidas outras alterações ao regulamento, como a gratuidade do dístico de residente da EMEL se o agregado apenas requerer um dístico.

Nas zonas onde há maior pressão de estacionamento, o terceiro dístico requerido pelos agregados ficará mais caro e serão criados lugares exclusivos para as famílias numerosas, entre outras alterações.

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