Audiência de Manuel Carrilho adiada para final de janeiro

Depois de Manuel Maria Carrilho ter sido absolvido há um ano das acusações de violência doméstica contra a ex-mulher Bárbara Guimarães, o Tribunal da relação de Lisboa decidiu reabrir o processo.

Em dezembro, o Tribunal da Relação de Lisboa aceitou o recurso do Ministério Público (MP) e decidiu reabrir o julgamento do caso. Estava previsto Manuel Maria Carrilho regressar ao banco de réus esta quarta-feira para testemunhar pelo crime de violência doméstica e pelos 22 crimes de difamação contra Bárbara Guimarães, depois de ter sido absolvido dos mesmos há um ano. A audiência foi, contudo, adiada para o final de janeiro.

A decisão da juíza Joana Ferrer, participada a 15 de dezembro de 2017, de absolver o antigo ministro da Cultura, não satisfez as convicções do MP, que invocou "nulidades de despachos que indeferiram a realização de diligências de prova essenciais e indispensáveis à descoberta da verdade".

O Ministério da 1ª instância "entendeu que a sentença devia ser revogada e substituída por outra que dê como provados factos vertidos na acusação pública e que, em qualquer caso, condenasse o arguido pela prática de um crime de violência doméstica", pode ler-se no comunicado divulgado no passado dia 14 de dezembro.

Em 2017, a juíza tinha definido que "perante a realidade trazida ao tribunal, prova pericial inconclusiva e perante uma prova testemunhal abundante, mas que não foi capaz de sustentar a acusação, não resulta da matéria de facto provada que o arguido tem cometido o crime de violência doméstica".

No decorrer do julgamento, Bárbara Guimarães pediu o afastamento de Joana Ferrer (que também acabaria por requerer a sua própria saída do caso) por suspeita de parcialidade, depois de se ter sentido maltratada pela mesma. "Parece que o professor Carrilho foi um homem até ao nascimento da Carlota (filha do casal) e depois passou a ser um monstro. O ser humano não muda assim", proferiu a magistrada numa das sessões, o que deixou a apresentadora de televisão desconfortável. Contudo, o Tribunal da Relação de Lisboa rejeitou os pedidos, considerando que a magistrada se deveria manter no processo.

O caso volta agora aos tribunais. O regresso de Manuel Carrilho ao banco de réus está marcado para dia 30 de janeiro, às 14:00, em Lisboa.

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