Ama de Aveiro presa pela PJ por provocar graves lesões a bebé de nove meses

A conduta da mulher de 37 anos, residente em Aveiro, insere-se no 'síndrome do bebé abanado', diz a PJ. Perante choro contínuo, a suspeita terá abanado com violência a criança de nove meses que sofreu lesões graves. Ficou em prisão preventiva e responde por tentativa de homicídio.

Uma ama, a exercer de forma ilegal na zona de Aveiro, foi detida pela Polícia Judiciária, por suspeitas do crime de homicídio qualificado na forma tentada. A mulher de 37 anos terá usado de violência sobre uma criança de nove meses, ao ponto de causar graves lesões que foram detetadas no hospital. Ficou em prisão preventiva.

Segundo um comunicado da PJ, a detida "trata-se de uma ama que exercia a atividade remunerada, mas de forma ilegal, na sua residência, situada numa das freguesias da periferia norte da cidade de Aveiro, sendo a vítima uma das crianças de quem cuidava, um bebé com nove meses de idade".

O crime, investigado pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, terá ocorrido num contexto de impaciência. "A conduta criminosa da detida enquadra o designado síndrome do bebé abanado, também conhecido por "shaken baby syndrome" , que habitualmente está associado à irritação gerada pela impotência de suster o choro incessante de uma criança de tenra idade. Consiste em segurar o bebé pelo tronco ou pelos braços, comprimindo-o lateralmente e abanando-o com violência, em movimentos bruscos consecutivos para trás e para a frente", explica a PJ.

Não foi logo detetado o crime. Explica a força policial que "nos primeiros dias do corrente mês de julho, a vítima deu entrada nas urgências hospitalares em estado muito grave, com um traumatismo craniano, tendo sido o diagnóstico da natureza das lesões que suscitou dúvidas aos médicos quanto à suposta origem acidental do evento que as causara".

"Para além disso, os demais exames clínicos realizados durante o internamento, que ainda se mantém, permitiram verificar a existência de lesões em diversas fases de evolução", prossegue o comunicado policial.

Foi neste contexto de suspeição que o caso foi denunciado às autoridades e a PJ foi chamada a investigar. A mlher foi detida e presente a juiz que determinou que ficou a prisão preventiva.

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