Acidente entre automóvel e carroça que causou cinco mortos chega a tribunal

Condutor suíço, residente no Algarve, responde em Beja por cinco crimes de homicídio por negligência, por ter embatido numa carroça em que seguia uma família. Morreram cinco pessoas

O acidente ocorreu quando já era noite, por volta das 19.50, no dia 21 de setembro de 2015, na EN 2, no acesso a Castro Verde. O automóvel conduzido por um cidadão suíço de 77 anos residente no Algarve, embateu na traseira da carroça quando alegadamente tentava fazer a ultrapassagem. No veículo de tração animal, puxado por um cavalo, seguia um casal e os quatro filhos, de etnia cigana. Só uma adolescente de 14 anos sobreviveu. Esta terça-feira o condutor começa a ser julgado no Tribunal de Beja por cinco crimes de homicídio por negligência e um de ofensa à integridade física negligente.

Com o embate, os passageiros caíram todos da carroça e António Serrano, 35 anos, ainda foi atropelado por um segundo automóvel que seguia logo atrás do condutor suíço. Contudo, este automobilista português não foi acusado já que o relatório da autópsia revelou que o óbito do condutor da carroça foi imediato e causado pela queda. Após o acidente, a GNR teve de retirar os dois condutores envolvidos do local do acidente de forma a evitar agressões dos familiares das vítimas.

Após a acusação do Ministério Público (MP) de Almodôvar, conforme informou em 2017 a Procuradoria da Comarca de Beja, a juíza de instrução do caso despronunciou o arguido e o processo seria arquivado. No entanto, o Tribunal da Relação de Évora acabou por dar razão ao recurso do MP e ordenou que fosse realizado o julgamento.

Além de António Serrano, morreram a sua companheira Bárbara, 38 anos, e os filhos Manuel, 10 anos, Tânia, 7 anos, e Carlos, dez meses. Este bebé ficou ferido em estado grave e ainda foi transportado de helicóptero para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde acabou por morrer no dia seguinte. Só Beatriz, 14 anos, sobreviveu e é agora, com outros dois familiares, assistente no processo. O julgamento será conduzido por um coletivo de juízes no Juízo Central Cível e Criminal de Beja.

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