Mais 336 casos e um morto. 84% dos infetados estão em Lisboa

De acordo com o boletim epidemiológico da DGS desta quarta-feira. Apenas um óbito a registar.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 336 novos casos de covid-19 em Portugal e mais um óbito, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde desta quarta-feira (17 de junho).

Em comparação com os dados de terça-feira, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,1%. Já os casos de infeção subiram 0,9%.

"A taxa de mortalidade global é de 4 por cento. Lisboa e Vale do Tejo representa 84 por cento dos novos casos", segundo António Lacerda Sales, secretário de Estado da saúde, esta manhã, na conferência de imprensa habitual da DGS.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é onde se tem registado o maior número de surtos e atingiu os 15.646 casos confirmados, mais 282 do que na terça-feira.

Há 23 580 recuperados.

Registam-se agora 37 672 casos de covid-19 no país e 1523 mortes relacionadas com a doença, em Portugal.

OMS: utilização de dexametasona é um "avanço científico"

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou esta quarta-feira que a utilização de dexametasona, medicamento da família dos esteroides, que reduziu significativamente a mortalidade em pacientes seriamente afetados pelo novo coronavírus, é um "avanço científico" na luta contra a pandemia.

"A dexametasona é utilizada não só para doentes com covid-19", disse, esta manhã, o presidente do Infarmed, que participou na conferência de imprensa da DGS.

"É um medicamento utilizado desde os anos 60", acrescentou, pedindo no entanto "prudência" na sua utilização.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que este é o "primeiro tratamento comprovado que reduz a mortalidade em pacientes" que apenas conseguem respirar com recurso a um ventilador, citado pela agência France-Presse.

"São boas notícias e congratulo o Governo britânico, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para este avanço científico que salvou vidas", acrescentou o responsável.

Identificados vários casos no IPO de Lisboa

O IPO de Lisboa "tem um pano de contingência muito bem delineado, do qual faz parte um programa de testagem", disse Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, na conferência de imprensa desta manhã. Foram feitos 6 mil testes a profissionais de saúde, a prestadores externos e a doentes, acrescentou.

"É um hospital muito seguro", garante a DGS.

O IPO "detetou dois casos em profissionais de saúde assintomáticos. Na sequência da testagem, foi à procura de mais casos. Houve mais doentes e mais profissionais identificados. O IPO vai emitir um comunicado", referiu Graça Freitas., dizendo que o IPO de Lisboa "é um hospital seguro".

A diretora-geral da Saúde deixou uma "palavra de grande tranquilidade para os doentes do IPO", tanto os que acusaram positivo como aqueles que acusaram negativo para o covid.19. "

Os que foram testados positivos foram isolados, estão bem", disse Graça Freitas.

A agência Lusa avançou entretanto que a doença foi detetada em oito profissionais e 12 doentes internados no Serviço de Hematologia no IPO de Lisboa.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o Instituto Português de Lisboa Francisco Gentil (IPO de Lisboa) afirma que os casos foram diagnosticados no âmbito das ações de rastreio e das medidas de contenção realizadas pelo IPO.

Até ao dia de hoje, o IPO Lisboa realizou cerca de seis mil testes, tendo sido testados 2.700 doentes e mais de 1.500 prestadores, incluindo prestadores externos.

"No âmbito das medidas mencionadas, no início desta semana foram identificados dois casos de covid-19 em profissionais do Serviço de Hematologia", refere o IPO.

O comunicado adianta ainda que de acordo com o protocolo instituído no IPO Lisboa, foram rastreados os profissionais do Serviço de Hematologia e todos os doentes internados, tendo-se confirmado a presença de infeção em mais seis profissionais, o que perfaz oito profissionais infetados (três médicos, três enfermeiros e dois assistentes operacionais) e em 12 doentes.

O IPO Lisboa afirma que "acionou imediatamente as medidas de contenção previstas no seu plano de contingência, tendo os doentes com infeção já tido sido transferidos para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde, encontrando-se em situação clínica estável".

Os doentes do Serviço de Hematologia com resultados negativos permanecem internados no IPO Lisboa.

"O Hospital mantém o normal funcionamento, devendo os doentes manter as consultas e os tratamentos agendados que estão a ser prestados em condições de segurança", assegura o IPO.

Pelo menos 443 mil mortos em todo mundo

O IPO de Lisboa refere ainda que tem instituído desde o início da pandemia por covid-19 um conjunto de medidas preventivas que permitem assegurar e garantir a prestação dos cuidados assistenciais aos doentes oncológicos em condições de segurança e com reduzido impacto no normal funcionamento do instituto.

De entre os procedimentos aplicados, destaca-se a realização de testes de diagnóstico de covid-19 aos doentes que fazem tratamentos de quimioterapia e radioterapia, que vão realizar cirurgia ou exame médico invasivos e a todos os que necessitam de internamento ou apresentam sintomas suspeitos.

Simultaneamente, o instituto implementou um programa de rastreio a todos os profissionais, refere o instituto.

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 443.821 pessoas e infetou mais de 8,1 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 12:00 de Lisboa, já morreram pelo menos 443.821 pessoas e há mais de 8.192.130 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

Pelo menos 3.768.400 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG