Menos 29 doentes internados com covid em Portugal, o menor número dos últimos 20 dias

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde revela que estão hospitalizadas 447 pessoas, esta sexta-feira. 67 destas em serviços de cuidados intensivos (menos cinco que na véspera).

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais três pessoas e foram confirmados mais 312 casos de covid-19 (um crescimento de 0,7% em relação ao dia anterior). Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira (17 de julho), no total, desde que a pandemia começou registaram-se 48077 infetados, 32790 recuperados (mais 314) e​ 1682 vítimas mortais no país.

Há, neste momento, 13 605 doentes portugueses ativos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde. Mesnos cinco que esta quinta-feira.

Esta sexta-feira, estão internados 447 doentes (menos 29 que no dia anterior) e nos cuidados intensivos estão 67 pessoas (menos cinco que na véspera). Este é o menor número de hospitalizações dos últimos 20 dias; é preciso recuar até 27 de junho para encontrar menos doentes internados - na altura eram 442.

385 dos 442 internados (86%) encontram-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, sendo que 302 estão em hospitais que servem os cinco concelhos com mais infetados do país, apontou a ministra da Saúde, Marta Temido, em conferência de imprensa, esta sexta-feira.

76% dos novos casos são em Lisboa e Vale do Tejo

236 dos 312 novos infetados (76%) têm residência na região de Lisboa e Vale do Tejo. Os restantes casos de hoje estes estão distribuídos pelo Norte (mais 40), pelo Alentejo (18), pelo Centro (10), pelo Algarve (sete) e pelos Açores (um).

A atualização dos infetados por região é a análise geográfica mais profunda possível de se fazer hoje, uma vez que, nos próximos tempos, a tabela do boletim onde estão expressos os casos por concelho será atualizada apenas à segunda-feira. Isto "decorre de uma necessidade de atualizar e melhorar os sistemas informáticos", explicou, quarta-feira, a secretária de estado adjunta da Saúde, Jamila Madeira, indicando ainda que esta situação não significa uma inibição "do trabalho em termos de terreno".

Quanto aos três óbitos confirmados nas últimas 24 horas, estes localizam-se em Lisboa e Vale do Tejo (dois) e no Norte (um).

A taxa de letalidade do país é hoje de 3,5%, subindo aos 16,1% no caso das pessoas com mais de 70 anos - as principais vítimas mortais.

O boletim da DGS de hoje indica ainda que aguardam resultados laboratoriais 1735 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 35 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 36% dos doentes), seguida da febre (28%) e de dores musculares (21%).

Portugal tem 206 surtos de covid ativos, mais 45 que na semana passada

Potugal tem, atualmente, 206 surtos de covid-19 ativos, informou a ministra da Saúde, Marta Temido, esta sexta-feira, durante a conferência de imprensa, no ministério. Este número representa um aumento de 45 surtos face à semana passada.

A maioria dos focos da doença situam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde há 134 surtos de covid-19, especificou a responsável pela pasta da saúde. Seguem-se o Norte (com 41 surtos), o Centro (13), o Algarve (13) e o Alentejo (cinco).

Todas as regiões de Portugal continental aumentaram, nos últimos sete dias, o número de cadeias de transmissão ativas, à excepção do Alentejo, que mantém as cinco da semana anterior. Na Grande Lisboa há mais 27 surtos, no Norte são mais 14, no Centro mais três e no Algarve mais um.

Apesar disto, a ministra da Saúde realça que um surto ativo não significa que foram encontrados casos de infeção pelo novo coronavírus "ontem", uma vez que "estamos a ser particularmente exigentes" nesta designação, aponta a governante. "Só consideramos um surto fechado quando já passaram dois períodos de incubação", ou seja, 28 dias desde a notificação do último caso associado a uma cadeia de transmissão.

Ministra não vê motivo para alterar restrições nos transportes públicos

Horas depois do ministro das Infraestruturas e da Habitação ter admitido a possibilidade de acabar com as limitações à lotação dos transportes públicos, em entrevista ao Dinheiro Vivo e à TSF, Marta Temido garante que este "é sempre um tema que nos suscita a maior preocupação". Acrescentando: "neste momento, não vejo motivo para alterar aquilo que tem estado a ser definido".

Marta Temido garantiu ainda que uma "eventual reanálise desta situação" terá sempre de ser feita com muitas cautelas.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, socorreu-se, esta sexta-feira, de estudos internacionais para dizer que não há uma relação entre o uso de autocarros, comboios ou metro e surtos de covid-19. "Acho que temos de equacionar isso [o levantamento da limitação], porque de outra forma vamos ter problemas sérios de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa", disse o governante.

"Também é importante que todos saibam que a CP [Comboios de Portugal] tem dois mil trabalhadores, que trabalham diariamente dentro dos comboios, e só tivemos três infetados", continua. "Não estou a dizer que não existe risco no transporte público, mas estudos internacionais vão mostrando que não é esse o problema".

Mais de 13,9 milhões de casos covid no mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 13,9 milhões de pessoas no mundo inteiro até esta sexta-feira e provocou 593 438 mortes, segundo dados oficiais. Há agora 8,3 milhões de recuperados.

No total, os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (3 695 581) e de mortes (141125). Em termos de número de infetados acumulado no mundo, seguem-se o Brasil (2 014 738), a Índia (1 008 480) e a Rússia (759 203). Portugal surge em 41.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Brasil é a nação com mais mortes declaradas (76 822). Depois, o Reino Unido (45 119) e o México (37 574).

Artigo atualizado às 18:04 com informação sobre a conferência de imprensa.

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