Hospital D. Estefânia tem 14 crianças internadas com covid-19. Duas em cuidados intensivos

Apesar de os internamentos por covid-19 continuarem a diminuir no país, há 14 crianças internadas no hospital pediátrico da capital. No último dia, foram confirmados mais 165 casos, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde. As novas infeções distribuem-se entre as regiões de Lisboa e Vale do Tejo (87%) e o Norte (13%).

Em Portugal, nas últimas 24 horas, foram reportadas mais 14 mortes e confirmados mais 165 casos de covid-19 (um aumento de 0,5% em relação ao dia anterior). Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), desta segunda-feira (25 de maio), no total, há agora no país 30788 infetados, 17822 recuperados (mais 273) e 1330 vítimas mortais.

Estão internados 531 doentes (menos cinco que ontem), destes 72 encontram-se nos cuidados intensivos (menos seis). O número de pessoas a receber tratamento em hospital tem vindo a diminuir ao longo do tempo, no entanto, esta segunda-feira, foi noticiado que há mais crianças internadas. No Hospital pediátrico Dona Estefânia, em Lisboa, estão 14 crianças com covid-19, confirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa. Nem todas são de Lisboa: três vieram do Alentejo e uma dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa].

Na mesma unidade hospitalar, há ainda duas crianças "pequenas" nos cuidados intensivos. Ambas têm doenças crónicas associadas: problemas renais e doença hematológica.

Graça Freitas descartou ainda, em resposta aos jornalistas, que estes casos possam ser uma consequência do desconfinamento. "São variações em relação aos outros dias, mas não podemos tirar uma ilação direta ao desconfinamento", sublinhou.

Em Portugal, continua a não se registar nenhum óbito por covid abaixo dos 29 anos. A maioria das vítimas mortais têm mais de 70 anos, faixa etária em que a taxa de letalidade é mais elevada (16,7%), quando este indicador global é hoje de 4,3%. Dos 1330 óbitos, 48,8% são homens e 51,2% mulheres.

O boletim da DGS indica ainda que aguardam resultados laboratoriais 1899 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 26 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 40% dos doentes), seguida da febre (29%) e de dores musculares (21%).

11 636 casos ativos

São mais 273 portugueses dados como curados, depois de terem contraído a infeção do novo coronavírus. O indicador disparou, este domingo, quando se registou um aumento de 9652 recuperações fruto de acertos estatísticos. Se antes, os curados eram contabilizados exclusivamente nos hospitais e centros de saúde, agora a plataforma TraceCovid está a contribuir com informação sobre as pessoas que foram tratadas em casa e que já apresentam um teste de despiste negativo.

Aumentam as recuperações, diminui o número de casos ativos (a quantidade de portugueses que, neste momento, estão infetados). Do total de 30788 casos reportados desde o início da pandemia, e tendo em conta que morreram 1330 pessoas e recuperaram 17822, estão ativos 11 636, neste momento.

Lisboa tem 87% dos novos casos. Surto na Sonae da Azambuja confirma 121 infeções

Dos 165 infetados notificados no último dia, 144 têm residência na região de Lisboa e Vale do Tejo (87%). No total, Lisboa tem agora 9567 casos e 322 óbitos.

Estes números devem-se a surtos circunscritos, segundo as autoridades de saúde. Localizando-se o principal na plataforma de logística da Azambuja, onde houve contágio em três empresas. Na Sonae - o maior foco - há agora 121 infetados. "Foram feitos 346 testes e estão a ser feitos mais. 121 [exames] estavam de facto positivos, sendo que 30 e poucas pessoas apresentam sintomas e uma está internada. Está estável e bem", disse Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, em conferência de imprensa.

O Norte tem os restantes casos que constam no boletim da DGS desta segunda-feira: 21. A região tem agora 16699 infetados e 744 vítimas mortais.

Já o Centro notifica mais duas mortes, sendo que não é possível saber se estas foram mesmo nas últimas 24 horas, uma vez que dos 14 óbitos registados "apenas seis" ocorreram há um dia, esclareceu o secretário de estado da Saúde. "Os restantes nove óbitos incluídos no relatório da situação de hoje resultam da verificação dos certificados de óbitos levado a cabo pela DGS", disse António Lacerda Sales.

Alentejo, Algarve, Açores e Madeira não registam qualquer alteração da situação epidemiológica. O que, no caso das regiões autónomas, acontece há quase duas semanas, mesmo quando os boletins locais revelam alterações nos números.

A nível municipal Lisboa continua a ser o concelho do país com maior número de casos (2182, mais cinco que no dia anterior). Seguem-se Vila Nova de Gaia (1 552, o mesmo número que ontem) e o Porto (1 347), de acordo com os dados do sistema Sinave, que correspondem a 91% do número total de notificações.

Mais de 5,5 milhões de casos em todo o mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 5,5 milhões de pessoas no mundo inteiro, até esta segunda-feira às 10:05, segundo dados oficiais. Há agora 2,3 milhões recuperados e 346 970 mortes a registar.

Os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (1 686 436) e de mortes (99 300). Em termos de número de infetados, seguem-se o Brasil (365 213) e a Rússia (353 427). Portugal surge em 28.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Reino Unido é a nação com mais mortes declaradas (36 793). Seguem-se Itália (32 785), e Espanha (28 752).

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