Um programa para melhorar Portugal

As diretas do PSD já passaram e, como disse o presidente do partido após ver confirmada a sua eleição, este capítulo ficou encerrado. Trata-se agora de enfrentar, com confiança, o desafio das eleições legislativas de 30 de janeiro. Sobre a votação do passado fim de semana direi apenas que Rui Rio conseguiu uma clara vitória, em circunstâncias difíceis, confirmando-se como um líder que inspira confiança na maioria dos militantes do partido, mas também que Paulo Rangel demonstrou, pelo resultado alcançado, que é um ativo muito importante do PSD.

A pouco mais de dois meses das eleições, o país acompanhou com interesse esta disputa interna, e terá ficado convencido de que o homem que irá liderar o partido nas legislativas tem todas as condições para ser o próximo primeiro-ministro de Portugal.

Na comunicação social debate-se agora o day after destas diretas, não apenas no que respeita ao processo de constituição das listas, mas do próprio programa eleitoral.

Em relação ao primeiro aspeto, a constituição de listas, sobretudo num partido de poder, é sempre um exercício complexo. Contudo, acredito que o foco de todos, nesta altura, já está dirigido para o que mais nos importa. Ou seja: a luta pela vitória na eleição de janeiro. Há um tempo para tudo na política, e este é o tempo de se unirem esforços face ao objetivo comum.

No que respeita ao programa eleitoral, não existe em Portugal outro partido que pense o futuro do país de uma forma tão sistemática e abrangente. Porque nenhum outro partido tem um órgão como o Conselho Estratégico Nacional (CEN) do PSD, onde se congregam experiência e conhecimentos, de dentro e de fora da esfera da social-democracia, nas mais diversas áreas.

O CEN é, porventura, a iniciativa mais inovadora ao nível da organização dos partidos políticos em Portugal desde o 25 de Abril. E desde a última eleição tem trabalhado continuamente, num processo envolvendo centenas de pessoas, física e remotamente, para apresentar as melhores propostas nas próximas legislativas.

No meu caso concreto, sou responsável, no CEN, pela coordenação do Ensino Superior, Ciência, Inovação, Sociedade Digital e Inteligência Artificial e os setores Cultural e Criativo. Áreas fundamentais para dois dos maiores desafios que Portugal tem pela frente: o crescimento económico e a mobilidade social.

Quanto às grandes linhas de atuação de um futuro executivo liderado pelo PSD, Rui Rio já as elencou no seu discurso de vitória: governação com mais rigor, menos facilitismo; mais riqueza, menos endividamento; reformar e enfrentar os interesses instalados; dar segurança aos portugueses na Saúde; menos impostos, melhores serviços públicos; um país mais descentralizado.

São estes princípios e ideias que iremos submeter ao escrutínio dos portugueses. Propostas que visam dar resposta a problemas crónicos, que se arrastam há décadas. Mas também adaptar o país a um mundo que mudou muito nos últimos dois anos.

Mudou por força da covid-19, e dos diversos desafios a esta associados. Mudou devido às metas climáticas. E mudou também porque entrámos claramente num novo ciclo de inovação, que exige capacidade de resposta a vários níveis. Na criação de condições favoráveis a essa mesma inovação, desde a justiça à fiscalidade. Na aposta no conhecimento, da investigação científica ao reforço das qualificações da população. No digital. Na modernização da indústria.

O PSD terá um bom programa eleitoral para levar à legislativas de janeiro. E não será seguramente um programa a pensar em possíveis entendimentos pós-eleições e, sim, um programa para governar Portugal. Um programa para melhorar Portugal. Assim os portugueses o desejem.


Eurodeputada

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