TESTAR, TESTAR, TESTAR!? And So What?

Na reunião do Infarmed no passado dia 9 de fevereiro de 2021, foi afirmado pelo Professor Manuel Carmo Gomes que "a testagem é a arma principal que devemos usar e, não o confinamento"

E, apontando para a solução disse "como é que vamos sair do confinamento sem deixar que a mola venha por aí acima outra vez? no meu entender é com uma estratégia de testagem um upscaling, um aumento muito grande."

No fim da reunião a ministra de Saúde concordou com a estratégia defendida por Manuel Gomes.

Idêntica posição foi assumida pelo primeiro ministro, "António Costa defende também aumento de testagem no país" (Público 9/2/2021)

O Presidente da República, no discurso que fez no dia 11 de fevereiro disse também que "Temos de melhorar o rastreio de contaminados, com mais testes". (site da presidência)

A comunicação não se poupou a esforços para disseminar e reforçar a mensagem.

Estava encontrado o consenso para a nova rama de combate à pandemia.

Ou será que não?

A Directora Geral da DGS em entrevista ao Público (13/2/2021) defendeu que:

"Um teste não dá coisa nenhuma, a não ser um resultado, se estamos ou não positivos, e com uma margem de erro. Um teste não cura, não dá imunidade."

Aqui chegado, se o leitor estiver confuso, é porque ainda pertence a um pequeno número de portugueses que não está em estado catatónico.

Todos os outros, continuam a caminhar no deserto "guiados" por mentes iluminadas que acreditam que estão a ver o oásis no horizonte.

Acontece que, a experiência demonstra que, as miragens confundem os incautos quanto há existência de oásis nos desertos.

Para os que resistem e, acreditam e, sabem por experiência que, o caminho não é pelo deserto, a esses, cabe não desistir e perguntar uma, duas, um milhão de vezes se for necessário, porque é que não se fala de prevenção?

Se os testes não curam.

Se o confinamento não é solução.

Se o SNS não aguenta a pressão.

Se Portugal até "aceita" a ajuda externa.

Se a vacinação está atrasada.

Então qual é a solução?

Porque se continua a insistir no improvisar como solução para salvar a vida dos portugueses?

Porque não se implementam medidas de prevenção?

A DGS está agora a estudar a hipótese de recomendar o uso de duas máscaras.

Será que, a DGS, as autoridades, os especialistas, os jornalistas, já fizeram as contas de quanto custa por mês a uma família com um rendimento equivalente ao salário mínimo comprar máscaras e gel álcool para se protegerem e para proteger os outros?

Ver pessoas na rua com máscaras não significa que estejam a usar máscaras.

Confuso? Não, é muito simples perceber.

Quantos são os portugueses que trocam de máscaras de 4 em 4 horas, as máscaras cirúrgicas? Quantos portugueses, lavam as chamadas "máscaras sociais" todos os dias? Quantos portugueses trocam de máscaras sociais após o número máximo de utilização? Quantos portugueses, antes de colocar ou tirar as máscaras desinfetam as mãos? Quantos portugueses, quanto tiram temporariamente as máscaras, as guardam em embalagens em vez de coloca-las no bolso ou no braço?

Por fim, porque é que de repente, sem explicação, a ministra da saúde o primeiro-ministro e alguns membros do governo passaram a usar máscaras FFP2?

Ainda se lembram quando Ferro Rodrigues dizia que não iria mascarado, agora também usa uma FFP2, porque será?

Será que a assembleia da república foi considerada um local de elevado risco de contágio?

Só deixaremos de andar no deserto quando se começar a implementar medidas objectivas de prevenção.

A ignorância, ou pior, o convencimento, não pode, ao fim de 10 meses de pandemia continuar a ser a justificação para que ninguém estava preparado.

Um dia, espero que seja muito em breve, o título deste artigo será

PREVENÇÃO, PREVENÇÃO, PREVENÇÃO.

Portugal finalmente conseguiu travar o contágio e, reduzir o número de infectados.

O SNS já não está sobre pressão e, retomou a sua actividade normal de consultas e cirurgias a doentes não Covid.

Esse dia, pode ser já amanhã, porque não?

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