Rejeitar o terrorismo e o genocídio

Dois dias depois da transição em julgado da condenação à pena máxima de um diplomata iraniano pela justiça belga por crime de terrorismo, o Diário de Notícias publicou um artigo do representante de Teerão em Portugal, Morteza Damanpak Jami, oportunidade que este aproveitou para atacar a celebração de acordos de paz entre os países árabes e Israel.

Com efeito, no dia 5 de maio, foi retirado o recurso colocado à decisão do Tribunal de Antuérpia que deu como provado que Asadollah Asadi planeou e dirigiu a célula que foi impedida nas últimas horas do ataque de perpetrar um ataque terrorista em Paris que tinha por alvo a conferência anual da oposição iraniana em que se encontravam presentes vários portugueses.

A República Islâmica do Irão e o chefe da sua diplomacia insistiram numerosas vezes (por exemplo aqui) que o referido diplomata estava coberto por imunidade diplomática, ou seja, que agiu em conformidade com as instruções recebidas.

Se dúvidas houvesse quanto ao envolvimento da diplomacia iraniana em atos de terrorismo, a recente entrevista dada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javid Zarif dissipa-as ao reconhecer que a diplomacia iraniana é um instrumento subordinado ao Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos.

Mas Morteza Damapak Jami, certamente para confirmar o estatuto da diplomacia iraniana de auxiliar do terrorismo , tomou ele mesmo a iniciativa de publicar no mesmo dia da publicação do seu escrito no DN, um tweet em que reafirma a sua devoção pelo antigo líder das brigadas externas dos Guardas Revolucionários Islâmicos, Qasem Soleimani, personagem que constava da lista das individualidades terroristas da União Europeia à data da sua morte e que simboliza o expansionismo imperial do regime.

Será que podemos esquecer que a teocracia iraniana prossegue o fim confesso de fazer um novo holocausto, como assumiu entre outros Rafsanjani? Como é possível que um país que submete os seus cidadãos à mais bárbara repressão, que nega direitos fundamentais às suas mulheres e que nega aos seus cidadãos o direito de voto livre sobre os candidatos da sua escolha se atreva a falar em referendo em países terceiros?

Acaso a República Islâmica do Irão está disponível a conceder aos seus cidadãos o direito de se pronunciar em referendo supervisionado por autoridades independentes sobre o regime político em que querem viver? E em matéria de autodeterminação árabe, por que razão os dirigentes da teocracia não promovem um referendo no território do Arabistão conquistado pelo Irão há menos de um século?

Fala o escrito do senhor Jami em "nação islâmico-árabe" expressão que implica a submissão das nações árabes à tutela fanática teocrática de Teerão. É uma tutela que as nações árabes de forma cada vez mais clara rejeitam.

E é por isso que, apesar do terror e das ameaças, há um cada vez maior número de países árabes que estão a normalizar as suas relações com Israel, porque entendem que a maior ameaça à paz e ao mundo árabe é a do regime teocrático iraniano.

A verdadeira alternativa coloca-se entre aqueles que fomentam o ódio e o supremacismo religioso, étnico e de género e que pretendem usar os árabes como carne para canhão dos seus desígnios imperiais e os que querem construir a paz e o desenvolvimento e a resolução dos diferendos na base de princípios de sã coexistência pacífica e de respeito por todos.

A Associação Lusa Portugeses por Israel considera essencial que a sociedade portuguesa não transija perante qualquer forma de terrorismo ou fanatismo e que não branqueiem quem não respeita os valores essenciais da humanidade.

Pela Direção da Associação Lusa Portugueses por Israel

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