Políticos

Eu vivo numa democracia, contudo ela enferma de tantos defeitos que, às vezes, questiono-me se é mesmo uma democracia!

Com a evolução social e o agravamento da pandemia, as pessoas cada vez têm menos tempo para pensar além do emprego, cuidar dos filhos, descansar e ter dinheiro até ao fim do mês.

A ordem das prioridades dos portugueses não passa por estarem preocupados com a democracia e o seu funcionamento. Isso não contribui em nada para a sua felicidade.

Os portugueses têm outro tipo de preferências, nota-se quando é para ir votar, cerca de 5 milhões fazem um manguito a deslocar-se para o fazer.

Segundo um estudo das Seleções Reader's Digest, durante 18 anos, o reconhecimento e a gratidão devotados à figura do bombeiro foram espelhados na votação de confiança expressa nesta profissão que sempre ultrapassou os 90%.

Com a pandemia, o mundo alterou-se e a classe de cientistas/investigadores, tendo em conta os momentos de angústia e apreensão, granjeou a maior confiança.

Mas quem não sai do fundo da tabela são os políticos.

Contribui para isso o abuso de funções públicas para benefício privado e para manter o poder. A corrupção em sentido geral: cunhas, favorecimentos, conflito de interesses, portas giratórias.

E não podemos deixar de pensar: Novo Banco, BES, SNS, Justiça, Educação, o domínio do PS na imprensa, Sócrates, entre outros.

Portugal precisa de mais oposição, menos unanimismo e mais gente a pensar de forma diferente.

É preciso justeza, para quem se sente excluído pelo mundo de favores e privilégios, assente no poder dos "mesmos de sempre", assente no dinheiro, assente numa hierarquia em que uma minoria são "filhos" e uma enorme maioria são "enteados".

Há políticos que não o são, não servem, não ajudam, não organizam e não administram. É importante a população consertá-los.

Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores

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