Os primeiros passos

O primeiro encontro entre o presidente Biden e Vladimir Putin da Rússia foi talvez o primeiro passo que procurava tornar pública a necessidade e a urgência de tornar publicamente evidente, não que tem já um projeto renovado da relação, que vai generalizar as evidências da sua atitude negativa do presidente que venceu na luta pelo cargo. Por estranho que parecesse ao mundo diplomático, não faltaram sinais expressivos do relacionamento que existia entre o poder político dos EUA e o poder da Rússia atual.

A primeira evidência do encontro é que, na realidade agora aceite, ainda que se use política assumida, não pertencia aos objetivos americanos esquecer as lembranças da aliança da última guerra mundial. Mas é provável que o presidente Biden procure antes definir, para o novo diálogo, quais são os desafios que nesta época mais preocuparam o governo da Rússia, uma área em que as referências responsáveis públicas apontam pelo menos para a pandemia que ataca o globo, e reproduz uma crise severa em cada um dos lados. Não há dúvidas de que a política internacional americana é incluir no seu projeto de governo, onde a questão sanitária chegou pouco cedo, a questão que é uma das que inquietam o governo da Rússia, onde as carências, a capacidade de gestão afetada, a reforma da gestão das instituições desafiadas pelas exigências de enfrentar o ataque, submete o Estado à grave crise em que avulta a debilidade crescente da população. A segunda que atinge esse país, que é parcela da partilhada pelo globo, é a economia atingida em todos os setores. De tal modo que algumas críticas sublinham que a questão política verá atingida a habitualidade, sofrendo, como tantos países, as estratégias de investigação, com paralisia das escolas, e do teletrabalho. Alguns setores sugerem que o governo de Putin, embora seja necessária atenção segura, é o que se passa quando é um governo suficientemente autoritário.

O encontro pareceu tornar claro que os EUA tinham regressado aos valores ocidentais do longo passado, com um dever reassumido sobre a segurança e defesa. Nele recorda que a Rússia proclamou o princípio que a levou a assumir que a sua fronteira legal é inferior à fronteira dos seus interesses. Mas vai ter de ponderar que a visão ocidental reassumiu a antiga manifestação de recusar a presidência americana anterior, na própria Assembleia Geral da ONU.

As claras intervenções públicas do presidente Biden, não parecem ter impressionado a Coreia do Norte, a qual, embora a saúde do líder pareça exigir atenção, anuncia o que a imprensa pública chamou "diálogo e confronto com os EUA". Parece definitivamente inseguro de que a diplomacia que, com a visita do anterior presidente, julgou ser para manter, e ter dificuldade de entender que é a realidade que tomou posse, acabando a fantasia do passeio à fronteira da Coreia do Sul, e o domínio da diplomacia do novo governo vai seguramente conseguir ter possibilidade de se orientar a atitude com que foi alterada a realidade de Jerusalém, como aconteceu com a transferência da embaixada americana para ali, assumindo poderes que não tinha, desconhecimento da realidade e cultura da cidade, que já mostrou e sofreu sacrifícios que atingiram comunidades plurais.

O novo presidente assumiu os valores do partido que terá de guiar o mandato em que Biden assumiu o pensamento da ONU, instituição que chamou a atenção para a crise mundial assim que os sinais ameaçaram, e será reativa, com segura resposta, o pensamento que foi partilhado por um dos fundadores da Academia das Ciências de Lisboa, Correia da Serra, com Jefferson, visando a ordem e articulação do norte do continente americano, que caberá primeiro aos EUA, e o sul em que estaria a contribuição articulada do Brasil. No panorama para o qual chamou atenção e apelo o reeleito secretário-geral da ONU, sendo infelizmente extremamente inquietante a frágil situação que está a exigir a informação respeitada e indispensável do seu pensamento, que os factos atingem negativamente, e que não pode ser esquecida pela necessidade de definir uma política inovadora com a China.

Nesta data do primeiro gesto presidencial, é extremamente distante a sonhada organização da ONU, que colocou em coexistência todas as etnias, culturas, e religiões do mundo, proclamando a unidade do globo e a Terra casa comum dos homens. A intervenção recente do secretário-geral não foi apenas valiosa e em contraste com a desordem do respeito pela ordem jurídica internacional, mas tendo presente que a crise do ataque do covid-19 aponta para obrigar a pensar na contribuição possível para necessidade de reorganizar a ordem mundial assumida no fim da Segunda Guerra, sofrendo no crescimento da realidade o descuido de avaliar e intervir na concorrência da crise internacional com a crise sanitária global. O apreço da articulação de ambas as realidades tem de ser assumido.

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