A poupança é uma arma

Segundo um estudo realizado pela DECO PROTESTE, uma percentagem elevada da população portuguesa não consegue juntar dinheiro. Este inquérito, feito em conjunto com as organizações de defesa do consumidor da Bélgica, Itália e Espanha, revela que apenas 70% dos consumidores portugueses consegue pôr dinheiro de lado no final do ano, e só 30% o faz todos os meses. Pior: mais de um terço da população (35%) não foi capaz de poupar um cêntimo no último ano.

Na DECO PROTESTE sabemos bem que a maior parte dos portugueses não tem poupanças porque não consegue tê-las. Desde logo, porque ainda não recuperou totalmente da crise financeira e do pós-Troika. Acresce o sufoco provocado pelos créditos sucessivos, concedidos, não poucas vezes, com leviandade pela banca; pelas rendas de casa sempre a subir; pelas despesas escolares que se multiplicam; e pelo preço galopante dos combustíveis. A verdade é que uma percentagem significativa da população do nosso país vive em condições difíceis.

Para a DECO PROTESTE, esta realidade, sendo dura, não tem de ser uma fatalidade. Por isso, no mês em que celebramos o Dia Mundial da Poupança, 31 de outubro, procuramos ajudar os consumidores a terem algum dinheiro de lado para acautelar situações mais problemáticas.

Em primeiro lugar, fomos tentar perceber onde os portugueses investem as suas poupanças (os que as têm). Confirma-se que somos quem menos investe (apenas 58% investiu nos últimos 10 anos) e quem menos arrisca o seu dinheiro, optando por soluções de menor risco. Na última década, 78% dos inquiridos aplicou o seu dinheiro em depósitos a prazo e em contas de poupança. Os planos de poupança-reforma (PPR) e os fundos de pensões (46%) e de investimento (33%) foram outras escolhas dos inquiridos.

Que podemos então fazer para ajudar os portugueses a poupar - a "esticar" no tempo o seu dinheiro?

Descontando as rendas, créditos e despesas fixas com a habitação, saúde ou mobilidade, existe, em alguns casos, uma parcela do rendimento mensal que se destina a gastos não essenciais promovidos pela sociedade de consumo em que vivemos. Para tirar o melhor partido desse dinheiro, a DECO PROTESTE identifica várias soluções.

Se prefere jogar pelo seguro, os títulos de dívida pública, como os Certificados de Aforro ou do Tesouro, são um caminho interessante. Se aceita algum risco, investigue - sempre com atenção e prudência - produtos como as ações e os fundos de investimento, que podem proporcionar rendimentos mais rapidamente atrativos.

Outra alternativa será consultar uma instituição bancária ou seguradora, analisando um seguro ou plano de investimento que talvez vá de encontro ao seu objetivo. A maioria dos portugueses (no universo dos que investem) opta por esta solução e toma a decisão de forma independente com base em informações recolhidas online ou noutros canais (81%).

Uma coisa é certa: para os consumidores conseguirem enfrentar um ambiente económico-financeiro menos favorável, e parafraseando uma conhecida canção, a poupança é uma arma.

DECO PROTESTE

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