Marte, a prova de que a Terra é tripolar!

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) celebraram o 50.º aniversário da constituição da Federação com a chegada da sonda Amal, Esperança em português, ao planeta Marte.

A Esperança aterrou no Planeta Vermelho no passado dia 9, mas, em rigor, no dia 10 celebraram-se 49 anos da adesão do último Emirado (Ras al-Khaimah, chamado de sétimo, mas que por acaso é o original, já que mais antigo, de 1708) a aderir à Federação já constituída pelos outros seis (Sharjah, Abu Dhabi, Umm Al Quwain, Ajman, Dubai e Fujairah).

O Dia Nacional dos EAU celebra-se a 2 de Dezembro, data em que, em 1971, os referidos seis atingiram a independência dos britânicos. No ano seguinte, em Fevereiro, concluíram a "quadratura do Emirado", apresentando-se desde então como a Federação dos sete que todos conhecemos. Jogando com estas datas de Dezembro e de Fevereiro, arredondaram os números e fizeram deste feito único o mote para a celebração dos 50 anos, que oficialmente só chegarão em dezembro.

24 horas após a chegada da Esperança árabe a Marte, entrou também na mesma órbita uma sonda chinesa, Tianwen de nome e que também já deve ter aterrado. Entretanto, a Perseverança, americana, tem "amartagem" prevista para dia 18 de fevereiro.

A história é reincidente e a segunda década do século XXI começa por replicar a competição desenfreada entre americanos e soviéticos vivida ao longo dos anos 50, 60 e 70 do século passado, pela conquista do espaço e da Lua. Vendida às massas como uma competição entre bons e maus, como tudo, aliás, o foi, para facilmente passar a mensagem, a verdade é que a "corrida à Lua" demonstrou mais tarde ser essencialmente simbólica, no sentido de provar quem era tecnologicamente mais audaz e avançado, logo melhor.

Mais fácil e barato teria sido acabar com a fome e a calvície na Terra! Mais tarde, na década de 80, a opção americana em apostar na "guerra das estrelas" provou ser muito mais eficaz em provar as virtudes do liberalismo económico, face à economia centralizada e aos planos quinquenais soviéticos, esgotando estes últimos economicamente, o que rapidamente conduziu ao desmoronar do "império vermelho".

Marte serve os mesmos propósitos hoje que a Lua em 1968, sendo simbólico em sentido duplo. Quem chegar primeiro marca um ponto, demonstra o seu avanço tecnológico e, este trio, deixa também claro onde é que está o "taco" na Terra. Provar que há vida ou não em Marte é meramente secundário, perante os discursos e projectos de que já se fala para a colonização do planeta.

Para os árabes e para os muçulmanos, este avanço tem ainda um outro significado pouco conhecido para o ocidental kafir. Faz parte do "realismo mágico" das conversas entre muçulmanos, quando o assunto é a conquista da Lua feita pelos homens, referirem que em determinada ocasião o Profeta olhou para a Lua, apontou-lhe o dedo, traçou-a com o mesmo, tendo-lhe estabelecido um roço largo e fundo que foi visto pelos astronautas americanos que lá foram.

Na sequência disto, é também dito que Neil Armstrong, numa viagem que efectuou ao Egipto, foi perguntar que som melódico era aquele que se ia ouvindo ao longo do dia, referindo-se ao chamamento para a oração. Disse reconhecê-lo porque o tinha ouvido quando esteve na Lua e que por isso mesmo se converteu ao islão!

Esta fábula já a ouvi ser contada em várias partes do mundo, em contexto islâmico, por pessoas diferentes, pelo que aguardo para breve fotografias de Marte onde a morfologia do terreno certamente revelará nomes importantes e conhecidos do contexto religioso abraâmico.


Politólogo/arabista
www.maghreb-machrek.pt
Escreve de acordo com a antiga ortografia

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