Exclusivo Elogio da loucura

Przybyszewski não é, convenhamos, um nome fácil de pronunciar. Talvez por isso, o poeta e escritor polaco Stanisław Przybyszewski não tem hoje a fama que decerto merece, quer pela obra literária que deixou quer pela forma como viveu e sobretudo conviveu com nomes que, ao contrário do dele, eram mais fáceis de pronunciar e, como tal, ficaram famosos nas letras e nas artes deste nosso Ocidente (seja lá isso o que for).

Nascido numa vilória da Prússia, filho de um professor primário, Stanisław foi para Berlim logo que acabou o liceu, estudar arquitectura e, depois, medicina. O interesse pela filosofia de Nietzsche, a paixão do satanismo e, acima de tudo, a atracção pela boémia acabaram por calar mais fundo do que a vaga promessa de um diploma e não tardou que Stanisław - mais conhecido por Staczu - se tornasse a figura central de um círculo mágico que se reunia num botequim situado no coração de Berlim, esquina da Neue Wilhelmstrasse com a Unter den Linden. O bar tinha um nome comprido, impronunciável, Gustav Türkes Weinhandlung und Probierstude, e, pendurado à entrada, em jeito de tabuleta de pub, exibia um saco de vinho arménio que, numa madrugada ébria, August Strindberg confundiu com um porquinho preto, exposto à vista de todos. Desde aí, o estabelecimento foi baptizado O Leitão Preto, nome mais simples e acessível, e é assim que o regista a nossa história.

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