Aumento de candidatos = mais investimento no ensino superior

Pelo segundo ano consecutivo as candidaturas ao ensino superior batem recordes. São cada vez mais os jovens que pretendem continuar a estudar garantindo para si um futuro mais promissor. Sabemos há muito que a detenção de uma formação superior é um elevador que garante melhor reconhecimento social e melhor remuneração. Este aumento dos candidatos e consequentemente dos inscritos no ensino superior é também um sinal de que os jovens e as suas famílias estão mais confiantes no País e no seu futuro. As instituições de ensino superior são também merecedoras deste reconhecimento das famílias, pela qualidade com que têm demonstrado ser capazes de responder aos anseios dos que querem estudar e também às necessidades de formação das empresas e instituições dos mais variados setores da economia.

Nos últimos 25 anos o número de diplomados no ensino superior duplicou, tendo havido mais de 85 mil a concluírem a sua formação no ano letivo passado.

A esta resposta não é alheia a expansão da rede de ensino superior, que hoje tem no setor público 33 instituições, que realizam a sua formação em 134 concelhos, número cujo crescimento deve acontecer de forma considerável no ano letivo 2022/2023, quando entrarem em execução os programas Impulso Jovem STEAM e Impulso Adultos.

Importa, no entanto, que as próprias instituições, os empregadores e a sociedade no seu todo questionem em permanência a direção em que se encaminham as necessidades das empresas e de todas aquelas instituições que fazem a economia, antecipando necessidades de formação e garantindo a realização das mesmas.

No curto prazo é indispensável o incremento das profissões associadas ao mundo digital, garantindo que Portugal não ficará de fora das escolhas deste setor em franco crescimento e desenvolvimento e que nos próximos anos será motor do desenvolvimento económico.

Por outro lado, as questões ligadas à economia verde, às alterações climáticas e à consequente sustentabilidade atraem, e bem, cada vez mais jovens preocupados em garantir que haverá planeta para si.

Todas estas questões parecem, pois, ter resposta dos agentes do ensino superior, mas o crescimento que é necessário garantir e a adaptação das instituições às metas com que o País se comprometeu vão obrigar a um maior investimento financeiro na área. É fundamental que os mecanismos de apoio financeiro que estarão disponíveis na próxima década premeiem de forma generosa as instituições de ensino superior e a sua resposta à qualificação das pessoas, ao consequente aumento de competência do País, tornando-o mais competitivo e capaz de atrair mais pessoas e mais investimento.

Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra

Mais Notícias

Outras Notícias GMG