A tua liberdade, sempre

Caminhamos para as eleições legislativas a 30 de Janeiro. O tempo urge, mas é também tempo de balanços. Em 2019 os portugueses decidiram alterar a realidade parlamentar, apostando em mais pluralismo e dando um claro sinal de colocar a democracia portuguesa num estágio de maturidade.

Foram dois anos intensos, marcados pela pandemia no plano político, social e económico. O que trouxe um acréscimo de atenção dos portugueses ao processo de decisão política e ao salutar escrutínio parlamentar.

Nestes dois anos falou-se muito de estados de emergência, mas também de utilização obrigatória de máscaras e até da possibilidade de imposição de uma aplicação "stay away covid". Mas não só na vertente preventiva. As medidas restritivas que o governo foi tomando tiveram diversas consequências negativas, começando pela decisão de concentração total dos recursos do SNS no combate à pandemia e a recusa do envolvimento dos sectores privado e social neste processo. Em resultado disso os cuidados "não-covid" foram descurados, as listas de espera de consultas e cirurgias cresceram para níveis impensáveis e até grávidas ficaram impedidas de ser acompanhadas em consultas e partos. São exemplos concretos de redução da liberdade, da dignidade individual e da qualidade de vida dos portugueses.

O mesmo sucedeu noutras áreas. Veja-se na educação. Os encerramentos coercivos, os computadores que nunca surgiram, mesmo depois de juras taxativas que estariam a chegar e, num ignóbil sinal da incapacidade governativa, a falha nas recuperações de aprendizagens. Ou as medidas desproporcionais que impediam tantos jovens de dar continuidade aos seus estudos através do programa Erasmus.

Tudo isto foi sentido no dia-a-dia de milhões de portugueses. Os mesmos que testemunharam a absoluta incapacidade do governo em dar resposta eficaz a velhos e novos problemas. No Conselho de Ministros, no parlamento, nas reuniões no Infarmed, até nas reuniões com o Presidente da República.

Por contraste, também ficou claro quem manteve sempre como premissa a defesa da liberdade e da responsabilidade de cada português. Faces inseparáveis da mesma moeda. Porque não existe liberdade sem responsabilidade nem esta sem aquela.

E como felizmente houve vida para além da pandemia, o parlamento não deixou de debater outros temas. Também aqui houve quem actuasse sempre na defesa inabalável da liberdade.

Na defesa da redução e simplificação fiscal e da agilidade laboral, na firme oposição à enxurrada de milhões enterrados na TAP, no combate à censura do Estado através de uma carta digital, na imposição de um portal da transparência para a aplicação dos fundos europeus ou na revogação do impraticável e desprezível cartão do adepto no futebol.

No plano internacional, destaque para a permanente defesa dos direitos humanos, uma causa que não tem fronteiras. Combatendo os inenarráveis atentados às liberdades individuais em Hong Kong, na Bielorrússia, em Cuba ou no Chile.

A entrada da Iniciativa Liberal no parlamento fez toda a diferença. Nos temas que mencionei, foi decisiva a intervenção do deputado João Cotrim Figueiredo. Quem votou Iniciativa Liberal sabe que o seu voto contou.

Com um deputado liberal as liberdades (a tua liberdade) ficaram mais defendidas. Política, social e economicamente. Agora imagine-se com um grupo parlamentar. A Iniciativa Liberal já assumiu essa ambição. A palavra, a 30 de Janeiro, cabe aos (e)leitores.

Escreve de acordo com a antiga ortografia

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