Reino Unido quer solução "rápida e pacífica"

Reino Unido espera uma solução face à crise política no Zimbabué, mas sem necessidade do uso da força

O Governo britânico considerou hoje que Robert Mugabe perdeu o apoio da população e do partido que liderou durante os 37 anos de independência do Zimbabué, pelo que espera uma resolução "rápida e pacífica" da crise político-militar na antiga colónia.

"Como os acontecimentos de domingo demonstraram, ainda não sabemos bem como vai terminar a situação no Zimbabué", sublinhou o porta-voz do Governo da primeira-ministra britânica Theresa May.

"Mas parece claro que Mugabe perdeu o apoio do povo e do seu partido [Aliança Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF)]. Mas é preciso que não se recorra à força. Esperamos ver uma resolução [da crise] pacífica e rápida", acrescentou o porta-voz.

Mugabe, que preside o Zimbabué desde que o país acedeu à independência, em 1980, criou domingo à noite uma enorme surpresa, ao semear a confusão quando, num discurso ao país, recusou todos os apelos nacionais e internacionais para se demitir da presidência zimbabueana

Na intervenção na televisão, que ocorreu poucas horas depois de o Comité Central da ZANU-PF ter anunciado a sua destituição do cargo de líder, Mugabe desdramatizou-a e fez questão de salientar que iria presidir o Congresso do partido no poder, previsto para dezembro.

A atual crise política no Zimbabué começou quando os militares tomaram o controlo do país na noite da última terça-feira, depois de, na semana anterior, Mugabe, de 93 anos, ter despedido o seu vice-presidente e aliado de longa data, Emmerson Mnangagwa, de 75 anos, que tinha estreitas ligações com os militares.

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