Wuhan proíbe oficialmente o consumo de animais selvagens

Autoridades da cidade onde o covid-19 nasceu anunciou esta quarta-feira que proibiu o consumo de todos os animais selvagens

As autoridades de Wuhan, epicentro da pandemia de covid-19, proibiram oficialmente o consumo de todos os animais selvagens, foi anunciado esta quarta-feira.

A administração local da cidade chinesa disse que, juntamente com a proibição de consumo, Wuhan vai tornar-se num "santuário da vida selvagem", onde praticamente toda a caça de animais selvagens será proibida, com exceção de ações para "investigação científica, regulação populacional, monitorização de epidemias, doenças e outras circunstâncias especiais ".

Como parte da proibição, a cidade introduziu controlos rigorosos em torno da criação de todos os animais selvagens, proibindo que qualquer um fosse criado para alimentação, informou a CBS.

Wuhan, que tem cerca 11 milhões de habitantes, está situada na província de Hubei, na China, e foi palco dos primeiros casos de Covid-19 no final do ano passado.

As origens da pandemia ainda estão a ser investigadas, mas uma das fontes suspeitas é o Mercado da cidade, que inclui uma secção de animais vivos que alegadamente vende mais de 30 espécies de animais, incluindo crias de lobo, cigarras douradas e escorpiões. O mercado foi fechado em janeiro.

Na generalidade, os investigadores concordam que a explicação mais plausível é que o vírus foi transferido de um animal para humano através de um "transbordamento zoonótico".

A China está a ser pressionada pela comunidade global para combater o comércio ilegal de animais selvagens depois de estar ligada ao surgimento de doenças zoonóticas.

O número de mortos em todo o mundo é agora superior a 318 mil, informou esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde. Mais de 4,7 milhões de pessoas foram infetadas em todo o mundo.

Na semana passada, duas províncias chinesas anunciaram planos de compra do governo para produtores de animais selvagens para ajudar na transição daqueles cujos meios de subsistência dependem da criação de espécies selvagens para consumo.

Esses planos vão dar aos agricultores de vida selvagem nas províncias de Hunan e Jiangxi, duas regiões vizinhas, a oportunidade de serem compensadas ​​pela mudança no cultivo de frutas, vegetais, plantas de chá ou ervas para a medicina tradicional chinesa. Há também uma opção para criar outros animais, como porcos e galinhas.

Em fevereiro, a China emitiu uma proibição nacional sem precedentes de todo comércio e consumo de animais silvestres, incluindo espécies exóticas criadas em fazendas.

A compra inicial abrange 14 espécies de animais selvagens de criação e apenas fazendas que operam legalmente com permissão de criação antes da proibição de fevereiro são elegíveis para o programa.

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