Wilders revela vencedor do novo concurso de caricaturas de Maomé

Deputado holandês, líder de um partido anti-islão, tinha cancelado o concurso em agosto de 2018 por causa de protestos no Paquistão e de ameaças à sua vida.

O deputado holandês anti-islão, Geert Wilders, lançou um concurso para novas caricaturas do profeta Maomé, divulgado o vencedor poucas horas depois alegando que a atenção que tinha sido dada ao evento já lhe tinha permitido reforçar a importância da liberdade de expressão.

"Missão cumprida. Fim do concurso", escreveu por cima da imagem numa mensagem no Twitter em holandês, publicando noutra mensagem em inglês que era o cartoon vencedor.

A imagem retrata um homem de turbante, com um olhar irritado, e uma ligeira mancha vermelha na barba e nas roupas.

As imagens do profeta Maomé são proibidas no Islão, sendo consideradas idolatria. As caricaturas são consideradas pela maioria dos muçulmanos como altamente ofensivas.

Wilders tinha cancelado um concurso semelhante em agosto do ano passado depois de a polícia deter um homem que ameaçava matá-lo. Na altura, os planos para realizar o concurso desencadearam grandes manifestações no Paquistão e Wilders disse ter sentido que a ameaça de violência contra pessoas inocentes era demasiado grande.

"A liberdade de expressão tem que prevalecer sobre a violência e as fatwas islâmicas", escreveu Wilders, líder do maior partido da oposição e segundo maior do Parlamento holandês, o Partido da Liberdade, anti-islão.

Em 2005, um cartoon do profeta Maomé publicado no jornal holandês Jyllands-Posten desencadeou protestos violentos no mundo islâmico, desencadeando várias tentativas para matar o diretor do jornal e o cartoonista, Kurt Westergaard.

Dez anos depois, em Paris, islamitas mataram 12 pessoas na redação da revista satírica Charlie Hebdo, após a publicação de várias caricaturas de Maomé em 2006.

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