Nicolás Maduro apela aos venezuelanos para irem votar

O presidente da Venezuela apelou para que os cidadãos votassem nas últimas horas do escrutínio, porque só assim vão garantir paz e democracia na nação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu aos venezuelanos que votem nas últimas horas das eleições presidenciais, já que vários locais de votação permanecem quase vazios.

Numa transmissão televisiva perto das 16:00 locais (21:00 em Lisboa), Maduro lembrou aos venezuelanos que ainda havia tempo para votar e pediu que estes "encorajassem" os que ainda não tinham votado.

Maduro defendeu ainda que é necessário votar para garantir a paz e a democracia da nação.

Líderes da oposição têm pressionado os venezuelanos a absterem-se nas eleições presidenciais, que consideram ser injustas e fraudulentas.

De acordo com as agências internacionais, muitos venezuelanos parecem estar a responder ao apelo da oposição, dado que houve poucos eleitores até agora nas filas para votar em vários locais de votação da capital.

Também em declarações aos jornalistas no palácio presidencial de Miraflores, Nicolas Maduro pediu à sua equipa de campanha e aos militantes chavistas organizados nas chamadas "Unidades Bolívar Chávez" (UBCH) que facilitem ao povo meios de transporte e "tudo o que faça falta" para que os venezuelanos votem "massivamente".

Mais de 20,5 milhões de venezuelanos foram hoje chamados às urnas para eleger o Presidente da República, que dirigirá a Venezuela até 2025.

O chefe de Estado, Nicolás Maduro, deverá ser reeleito. As eleições foram boicotadas pela generalidade da oposição - a Mesa de Unidade Democrática, principal coligação da oposição, apelou à abstenção - e consideradas fraudulentas por vários países.

Além de Nicolás Maduro, concorrem outros três candidatos: Henri Falcón (dissidente do chavismo), o pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada.

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