Libertados irmãos lusodescendentes detidos há 54 dias

Jovens foram acusados de vender leite "a preços incorretos" e açambarcar café que seria usado nas padarias.

Os dois irmãos lusodescendentes empresários da área da panificação, que foram detidos em Quibor, na Venezuela, acusados de alegado incumprimento da lei de preços justos, foram libertados, mas com regime de apresentação periódica, disse à Lusa fonte da família.

"Eles estiveram 54 dias presos, mas já estão em liberdade. Saíram ontem (segunda-feira) pelas 17.00 horas locais (22.00 em Lisboa). Estou feliz e agradecida pela atenção que o nosso governo (de Portugal) deu, nunca estivemos sozinhos, sempre acompanhados pela embaixada e o consulado", disse a mãe à agência Lusa.

Segundo Dina Rumor Oliveira, os filhos, Génesis Oliveira (22 anos) e Felipe Oliveira (25), estão agora sujeitos a apresentações periódicas semanais perante as autoridades, até que haja uma audiência definitiva do caso.

De acordo com a mesma fonte, esta foi "uma experiência feia" para os filhos, mas elogiou a Guarda Nacional (polícia militar), que foi "muito atenciosa com eles".

Felipe Oliveira e a irmã, Génesis Oliveira, filhos de imigrantes naturais de Aveiro, foram detidos a 21 de agosto último por funcionários da Superintendência Nacional para a Defesa dos Direitos Socioeconómicos (Sundde), que realizaram uma inspeção nas duas padarias, propriedade dos pais, na região de Barquisimeto (370 quilómetros a sudoeste de Caracas).

Os jovens foram acusados de estar a vender leite "a preços incorretos" e de açambarcar café, que seria usado nas padarias.

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