Venezuela. General demarca-se de Maduro e apoia Guaidó

Ruas venezuelanas já estão repletas de gente que responderam ao apelo do autoproclamado presidente interino que pediu uma manifestação pacífica e organizada

O general da Força Aérea da Venezuela, Francisco Yanes, veio este sábado dizer que já não reconhece "a autoridade ditatorial" de Nicolás Maduro e prometeu fidelidade ao autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, num vídeo divulgado nas redes sociais.

O general fez questão e se afastar de Maduro no dia em que Guaidó convocou os venezuelanos para se manifestarem. As ruas do país já estão cheias de gente, mesmo antes da hora oficial da manifestação.

Ao início da tarde (menos quatro horas em Lisboa) Guaidó usou o Twitter para apelar à participação dos venezuelanos, para mostrar "agradecimento ao respaldo que nos foi dado pelo Parlamento Europeu, para insistir na entrada da ajuda humanitária e continuar a nossa caminhada até à liberdade."

E, noutro post, apelou a que os venezuelanos deem mostras de força, de forma pacífica e organizada.

Guaidó, que foi imediatamente reconhecido pela Administração norte-americana, convocou os venezuelanos à rua - no país e em todo o mundo - no dia em que também se comemora o 20º aniversário do governo chavista.

"Transição para a democracia iminente", diz o general

"Informo-vos que não reconheço a autoridade ditatorial de Nicolás Maduro e que reconheço o deputado Juan Guaidó como Presidente da Venezuela", afirma o oficial Francisco Yanez, que se apresentou como diretor de planeamento estratégico da Força Aérea e que é o primeiro alto oficial a abandonar o governo desde que a 23 de janeiro o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente interino do país até à realização de eleições.

No vídeo divulgado no YouTube, o general garante que "a transição para a democracia está iminente" e que "90%" das forças armadas da Venezuela estão contra Maduro".

A crise política na Venezuela - onde vivem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes - soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da ONU.

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