Vacinação nos EUA. Prioridade deve ir para profissionais de saúde e idosos em lares

O comité consultivo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças decidiu, através de votação, que os profissionais de saúde e os residentes em lares ou instituições devem ter prioridade para receber a vacina contra a covid-19.

Os profissionais de saúde e os residentes em lares ou instituições devem ter prioridade na primeira fase da vacinação contra a covid-19. É este o resultado da votação do comité consultivo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, anunciado esta terça-feira.

O painel votou em grande maioria a favor das recomendações não vinculativas para a "Primeira Fase" de distribuição aos estados, caso a Food and Drug Administration aprove o pedido de emergência para o início da vacinação já em dezembro.

"Acredito que meu voto reflete benefícios máximos, danos mínimos, promoção da justiça e mitigação das desigualdades de saúde existentes, no que diz respeito à distribuição desta vacina", disse José Romero, presidente do Comité Consultivo em Práticas de Imunização.

Os dois grupos agora definidos como prioritários contemplam cerca de 24 milhões de pessoas, que corresponde ao número aproximado de pessoas que poderão ser imunizadas durante o mês de dezembro, no caso de as vacinas da Pfizer e da Moderna serem aprovadas e as respetivas empresas entregarem as 40 milhões de doses que estão prometidas.

Qualquer uma das vacinas requer a aplicação de duas doses - a segunda dose da vacina Pfizer após três semanas e a da Moderna após quatro semanas. Sara Oliver, do CDC, explicou durante a reunião do comité consultivo que, depois de dezembro, as autoridades esperam receber entre cinco a 10 milhões de doses por semana.

A maioria dos estados americanos acha que será capaz de vacinar todos os seus profissionais de saúde "dentro de três semanas", assegurou a cientista sénior do CDC, Nancy Messonnier.

As instituições de cuidados de longo prazo foram responsáveis ​​por cerca de 40% das mortes nos Estados Unidos durante a pandemia, ou seja, cerca de 100 mil pessoas, sendo que existem cerca de três milhões de pessoas a viver nessas instalações.

Quanto aos profissionais da área de saúde, a população é estimada em 21 milhões de pessoas, entre trabalhadores em hospitais, ambulatórios, farmácias, pronto-socorros, entre outros.

O comité não votou, entretanto, sobre o que acontecerá após a fase inicial, mas especialistas propuseram então dar prioridade aos trabalhadores essenciais, seguidos por adultos com múltiplos fatores de risco e adultos com mais de 65 anos.

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