Uma das meninas raptadas pelos Boko Haram resgatada na Nigéria

Mais de 200 raparigas foram raptadas de Chibok, no nordeste da Nigéria, há mais de dois anos. É a primeira a ser encontrada

Foi encontrada a primeira de mais de 200 raparigas raptadas pelo grupo terrorista Boko Haram na cidade de Chibok, no nordeste da Nigéria, há mais de dois anos, segundo confirmou à agência noticiosa Reuters uma porta-voz das famílias das meninas desaparecidas esta quarta-feira.

Lawah Zannah, secretária-geral da associação dos pais das raparigas desaparecidas de Chibok, disse que a adolescente Amina Ali Nkek tinha sido descoberta esta terça-feira perto da floresta de Sambisa, junto à fronteira com os Camarões.

A televisão britânica BBC começou por avançar a notícia de que a jovem tinha sido encontrada. Segundo a ativista Hauwa Abdu, a menina foi descoberta por um grupo de civis que se juntaram para ajudar a combater o grupo Boko Haram. Um dos civis identificou a rapariga, que terá sido encontrada com um bebé.

O líder da comunidade Ayuba Alamson Chibok disse à AFP que a jovem, que foi raptada aos 17 anos, já se reencontrou com a família.

O Boko Haram raptou 276 estudantes de uma escola secundária em Chibok na noite de 14 de abril de 2014, tendo 57 conseguido fugir pouco tempo depois.

Nada se sabia das restantes 219 desde a divulgação de um vídeo pelos radicais em maio de 2014, até que uma mensagem, uma aparente "prova de vida", foi enviada ao governo nigeriano no início deste ano. O rapto provocou indignação e trouxe atenção mundial para a rebelião do Boko Haram, que já causou pelo menos 20.000 mortos e mais de 2,6 milhões de deslocados desde 2009.

Com Reuters

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