"Uma aliança entre iguais é a única via possível para a relação UE-África"

Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, foi um dos líderes mundiais que discursaram hoje na ONU

Jean-Claude Juncker defendeu esta segunda-feira o trabalho das organizações multilaterais, tantas vezes postas em causa, ultimamente até por líderes de grandes potências mundiais, como o presidente dos EUA, Donald Trump.

"O planeta pertence a todos. Não devemos pôr em causa as instituições multilaterais. Não são perfeitas, é verdade, mas são muito importantes. A UE continuará a assegurar as suas responsabilidades na ONU", declarou o presidente da Comissão Europeia, falando em nome da UE.

O luxemburguês recordou a importância de não se dar a paz como algo adquirido e garantiu que a UE é um dos melhores exemplos de paz a seguir. "A UE nasceu da vontade de paz dos que vieram dos campos de batalha e de campos de concentração. Trocámos a força das armas pele força do direito", sublinhou o ex-primeiro-ministro luxemburguês, falando no âmbito da Cimeira de Paz Nelson Mandela, na sede da organização, em Nova Iorque.

Esta é uma iniciativa de homenagem ao líder da luta contra o Apartheid e primeiro presidente negro da África do Sul, que nasceu há cem anos e morreu em dezembro de 2013, na qual deverá ser adotada uma declaração política no sentido de redobrar esforços para a paz e a segurança internacionais.

"Foi para mim um orgulho encontrar Madiba, vindo de um continente vizinho", afirmou ainda Juncker no seu discurso, sublinhando a importância das relações entre Europa e África. Sobretudo no que toca à questão das migrações.

"Uma aliança entre iguais é a única via possível para a relação UE-África", garantiu o presidente da Comissão Europeia, numa altura em que a presidência austríaca da UE prepara a organização de mais uma cimeira UE.África, em dezembro, em Viena.

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