Turistas estão a comprar resultados falsos de testes à covid para viajar

Brasil, França e Reino Unido são alguns dos países em que se verificam mais manipulações de resultados de testes à Covid-19

Devido ao aumento de casos positivos de covid-19 em todo o mundo, muitos países passaram a exigir testes negativos para quem queira entrar, mas fazer um teste a tempo pode ser difícil para os viajantes.

Perante este cenário, emergiu uma solução no mercado negro: a venda de resultados negativos de testes falsificados. Esses certificados falsos têm surgido em todo o mundo, mas Brasil, França e Reino Unido são alguns dos países em que se verificam mais manipulações, de acordo com o The Washington Post.

Na semana passada, as autoridades francesas desmontaram um suposto gangue que vendia certificados de teste falsos no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. De acordo com a Associated Press, o grupo estava a pedir entre 150 a 300 euros pelos certificados digitais de resultado negativo.

A polícia acusou o grupo de seis homens e uma mulher de falsificação e fraude após investigar como um passageiro com destino à Etiópia adquiriu um teste falso de coronavírus no aeroporto, em setembro. Os certificados falsos foram armazenados em telemóveis e tinham o nome de um laboratório médico localizado em Paris, informou a BBC.

A polícia brasileira também deteve recentemente quatro viajantes que falsificaram testes negativos para visitar a ilha de Fernando de Noronha num jato particular, de acordo com a Associated Press. A ilha, conhecida por ter uma das praias mais bonitas do mundo, foi reaberta aos turistas a 10 de outubro e exige que os turistas apresentem resultado negativo do teste à Covid-19 feito com, no máximo, um dia de antecedência.

De acordo com The Lancashire Telegraph, a prática verificou-se também no Reino Unido. O jornal britânico relatou uma conversa de um médico que falsificou um teste de um amigo, que o imprimiu e utilizou para viagens internacionais. A publicação também falou com outro turista, a quem foi oferecido um teste falso por parte de uma agência de viagens.

Para fazer face a estas falsificações, alguns destinos estão a utilizar tecnologia mais sofisticada para evitar manipulações. O estado norte-americano do Havai, por exemplo, exige que os visitantes se inscrevam previamente no seu programa de testes online, façam os testes apenas em determinadas clínicas e carreguem os resultados num portal - cópias em papel não são aceites.

Uma nova app chamada CommonPass foi lançada no último mês para que os passageiros da United Airlines e Cathay Pacific Airways carreguem os resultados dos teste de Covid-19 diretamente para a companhia aérea para verificação. A app está em fase de testes e está disponível apenas para passageiros que voam de ou para Nova Iorque, Londres, Hong Kong e Singapura.

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