Trump queria 15 mil novos agentes de fronteira, mas ninguém quer preencher as vagas

Dois anos e dezenas de milhões de dólares depois de anunciar a contratação de 15 mil agentes de fronteira, Trump tem agora menos gente do que quando começou

O governo norte-americano está a ter sérios problemas em recrutar gente para patrulhar as fronteiras do país. Dias depois de chegar ao poder, há dois anos, o presidente Donald Trump anunciou um reforço do 15 mil agentes. Mas as coisas não estão a acorrer propriamente bem.

Esta semana foi anunciada a transferência de 60 milhões de dólares (52,6 milhões de euros) do Border Patrol, uma espécie de SEF norte-americano, para a Accenture Federal Services, uma empresa de consultadoria contratada para recrutar e formar os novos agentes.

É uma tranche de um contrato orçado em 297 milhões de dólares (260 milhões de euros) para colocar 7500 novos homens e mulheres no terreno. Mas, ao fim de dois anos, a Accenture só conseguiu firmar 33 novos contratos.

Trump tinha estabelecido um objetivo até 2021: ter uma força permanente com 26 mil agentes e recrutar mais 15 mil ao longo da legislatura legislatura. Metade entrariam pelos concursos normais, outros tantos pela Accenture.

Mas os números estão abaixo dos 20 mil funcionários. Quando Trump chegou ao poder, aliás, o Border Patrol tinha duas mil vagas por preencher, hoje tem três mil.

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