Trump nomeado para o Nobel da Paz por acordo entre Israel e os Emirados

Presidente norte-americano, que será o anfitrião da assinatura oficial do acordo no dia 15, foi nomeado por um deputado norueguês, que admitiu que não é grande apoiante de Trump.

O presidente dos EUA, Donald Trump, foi nomeado por um deputado norueguês para o Prémio Nobel da Paz deste ano pelo "acordo histórico" entre Israel e os Emirados Árabes Unidos. O acordo, que permitiu o restabelecer das relações diplomáticas entre os dois países, será formalmente assinado no próximo dia 15, em Washington.

Trump surpreendeu ao anunciar, a 13 de agosto, que os Emirados Árabes Unidos seriam o terceiro país árabe a normalizar as relações com Israel, depois do Egito (1980) e da Jordânia (1996), tendo garantido a suspensão da anexação da Cisjordânia por parte dos israelitas.

Christian Tybring-Gjedde, o deputado que nomeou Trump, disse à Fox News que não é um grande apoiante do líder norte-americano. "O comité deve olhar para os factos e julgá-lo em relação aos factos, não à forma como por vezes se comporta", afirmou, defendendo que houve pessoas que ganharam o prémio e que fizeram muito menos do que Trump.

"Por exemplo, o Barack Obama não fez nada", disse referindo-se ao antecessor de Trump na Casa Branca, que ganhou o Nobel em 2009 pelo seu "esforço extraordinário em fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".

Tybing-Gjedde já tinha nomeado Trump em 2018, após a cimeira histórica com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Singapura.

Deputados, ministros, professores universitários ou anteriores laureados são apenas algumas das pessoas que podem nomear os candidatos ao Nobel da Paz. Neste ano, segundo a página oficial, há 318 candidatos, dos quais 211 são indivíduos e 107 organizações - o recorde para o maior número de candidatos, 376, foi registado em 2016.

A Casa Branca anunciou na terça-feira que o presidente vai receber em Washington o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o chefe da diplomacia dos Emirados, Abdullah bin Zayed bin Sultan al-Nahyan, para a assinatura formal do acordo, no dia 15 de setembro.

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