Trump homenageia Martin Luther King após atacar outra figura dos direitos civis

Presidente eleito encontrou-se com o filho do líder do movimento de defesa dos direitos civis

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, homenageou na segunda-feira Martin Luther King e encontrou-se com o seu filho mais mais velho, poucos dias após ter atacado John Lewis, outro ícone do dos direitos civis.

No dia em que os Estados Unidos prestam tributo a Martin Luther King por ocasião do aniversário do seu nascimento, Trump escreveu no Twitter: "Celebrem o Dia de Martin Luther King e todas as coisas maravilhosas que defendeu. Honrem-no pelo grande homem que foi!".

Donald Trump esteve reunido com Martin Luther King III, o qual considerou "construtivo" o diálogo que manteve com o Presidente eleito.

"Ele disse que vai representar os norte-americanos", algo que afirmou repetidamente, disse o filho mais velho do falecido líder do movimento de defesa dos direitos civis.

Já a filha mais nova de Martin Luther King, Bernice King, apelou às pessoas que não percam a esperança. "Não tenham medo de quem se senta na casa Branca", afirmou na igreja de Atlanta onde anualmente se celebra o dia de Martin Luther King. "Deus consegue triunfar sobre Trump", acrescentou.

O encontro entre o presidente eleito e o filho de Martin Luther King, a quatro dias da tomada de posse de Donald Trump, surge como um aparente gesto tranquilizador relativamente aos negros, após os ataques lançados contra John Lewis, congressista afro-americano eleito pela Georgia que foi companheiro de luta de Martin Luther King.

O ativista dos direitos civis já fez saber, entretanto, que vai faltar, pela primeira vez desde que foi eleito em 1987, a uma tomada de posse, que tem lugar na sexta-feira, justificando a ausência com o facto de não ver em Donald Trump um Presidente "legítimo" após as alegadas tentativas da Rússia de interferir com as eleições norte-americanas.

O futuro 45.º Presidente dos Estados Unidos reagiu, no sábado, através de uma série de 'tweets', recuperando num deles o tema da sua campanha, à luz do qual os negros vivem em bairros pobres onde não têm acesso à educação e ao emprego.

John Lewis "deveria antes concentrar-se nos guetos em chamas infestados pelo crime", escreveu, entre outros, Donald Trump.

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