Trump está "triste" com a remoção de estátuas alusivas à Confederação

"Triste ver a história e a cultura do nosso grande país a serem rasgadas com a retirada das nossas bonitas estátuas e monumentos", escreveu

Donald Trump criticou, esta quinta-feira, o derrube de estátuas alusivas à Confederação norte-americana, como aconteceu em Durham, na Carolina do Norte, onde um grupo de manifestantes atou uma corda ao pescoço de uma estátua em honra dos soldados confederados e derrubou-a. Depois de estar no chão, a estátua foi pontapeada.

O protesto contra os símbolos da Confederação norte-americana, que vigorou entre 1861 e 1865, foi inicialmente convocado para reclamar a retirada da estátua e de todos os símbolos confederados que existem na Carolina do Norte "para que não matem mais gente inocente".

Os organizadores referiam-se aos incidentes de sábado em Charlottesville, no estado da Virgínia: um jovem supremacista branco, James Fields, matou uma mulher ao lançar o seu carro contra os participantes de um protesto antirracismo.

No Twitter, Donald Trump criticou a situação, referindo que se está a atacar a a história e a beleza dos EUA.

"Triste ver a história e a cultura do nosso grande país a serem rasgadas com a remoção das nossas bonitas estátuas e monumentos. Não se pode mudar a história, mas pode-se aprender com ela. Robert E. Lee, Stonewall Jackson. Quem é a seguir? Washington, Jefferson? Que tolice! E também a beleza que está a ser tiradas das nossas cidades e parques, da qual sentiremos falta e não ser completamente restituída", escreveu o presidente norte-americano no Twitter.

A estátua de Durham, cidade com cerca de 260 mil habitantes, estava situada, desde 1924, nos jardins do antigo tribunal.

O debate sobre as estátuas e símbolos confederados surgiu depois de, em junho de 2015, Dylann Roof, também supremacista branco fascinado com a Confederação, ter assassinado nove afro-americanos numa igreja de Charleston, na Carolina do Sul.

As autoridades começaram então a retirar algumas das estátuas e símbolos da Confederação, que abundam nos estados do sul do país. Calcula-se, no entanto, que cerca de 1.500 ainda estejam de pé.

A Confederação secessionista agrupou 11 estados do sul que se separaram dos Estados Unidos entre 1861 e 1865, em defesa de um modelo económico baseado na escravatura, contrário ao que defendiam os 23 estados do Norte, ou União.

A Confederação enfrentou a União durante a Guerra da Secessão (1861-1865), que causou mais de 600 mil mortos.

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