Trump divulga vídeo com as suas danças para apelar ao voto

Presidente norte-americano publicou vídeo que mostra fragmentos das danças que protagonizou nos seus comícios ao som da popular canção "YMCA" do grupo Village People

O Presidente dos Estados Unidos apelou esta terça-feira ao voto nas presidenciais com um vídeo de dois minutos em que mostra fragmentos das danças que protagonizou nos seus comícios ao som da popular canção "YMCA" do grupo Village People.

Donald Trump, que já encerrou a sua campanha eleitoral para as eleições presidenciais que decorrem esta terça-feira, acompanhou as imagens do vídeo publicado na rede social Twitter com a mensagem: "VOTE! VOTE! VOTE!".

O vídeo, em que aparece sem máscara em diferentes momentos de seus comícios em diversos Estados, traz a coreografia que popularizou e que consiste basicamente em um movimento de braços e quadris que parece seguir o ritmo da canção do grupo norte-americano, lançada em 1978.

Embora as danças de Trump com esse tema se tenham tornado virais em algumas redes sociais nas últimas semanas, alguns dos componentes do Village People pediram repetidamente ao candidato à reeleição para parar de usar essa música nos seus atos políticos.

Victor Willis, um dos membros do grupo Village People, não só criticou o uso de "YMCA", mas também se irritou com a coreografia.

Não é a primeira vez que Trump usa canções de cantores ou grupos conhecidos para acompanhar seus atos políticos e muitos deles optaram por proibir seu uso.

São conhecidos os casos de Mick Jagger e Keith Richards, dos Rolling Stones, da família do cantor Tom Petty, falecido em 2017, do grupo norte-americano R.E.M, da britânica Adele e dos herdeiros do cantor Prince.

As eleições desta terça-feira, em que Trump defronta o candidato democrata, Joe Biden, incluem não apenas Presidência e Congresso, mas também procuradorias-gerais, cargos autárquicos, lideranças locais e proposições estaduais, que referendam questões tão diversas como impostos, privacidade e emprego.

As sondagens mais recentes dão uma confortável vitória a Joe Biden, com cerca de 10 pontos de vantagem no voto popular nacional, mas na análise aos resultados dos Estados considerados essenciais para determinar uma vitória (como é o caso da Pensilvânia, Florida, Wisconsin, Michigan e Texas) as diferenças de intenção de voto são mais próximas (em alguns casos caem na margem de erro) pelo que o desfecho é ainda imprevisível.

Para além de Biden e Trump, na maioria dos Estados, aparecem ainda no boletim de voto os nomes de Jo Jorgensen, pelo Partido Libertário, e de Howie Hawkins, do Partido Verde, para além de um leque de candidatos de pequenas organizações cívicas, que apenas concorrem em alguns círculos.

O elevado número de votos antecipados (presenciais e por correspondência) pode atrasar a contagem dos votos, especialmente depois de o Supremo Tribunal ter permitido a aceitação de boletins até sexta-feira, em alguns Estados, fazendo com que o vencedor oficial apenas possa vir a ser conhecido dentro de alguns dias ou semanas.

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