Trump deixa cair parte do processo por fraude eleitoral na Pensilvânia

Argumento legal já não fala na ausência de representantes republicanos durante a contagem de quase 700 mil votos, optando por atacar regiões democratas que alertaram eleitores para erros nos votos por correio. Biden conquistou 306 votos no Colégio Eleitoral, frente a 232 de Trump.

A campanha de Donald Trump deixou cair parte do processo que visava travar a certificação dos resultados eleitorais na Pensilvânia, um dos estados que o democrata Joe Biden venceu e que o catapultou para a Casa Branca.

Antes de uma audiência sobre o caso na terça-feira, a campanha deixou cair a acusação de que centenas de milhares de votos por correio -- mais precisamente 682 479 -- tinham sido processados ilegalmente sem os seus representantes presentes.

Ainda assim, Trump continua a tentar bloquear a certificação dos resultados na Pensilvânia, alegando que os eleitores democratas foram tratados mais favoravelmente que os republicanos.

Mas no processo não é pedido ao juiz que deite fora esses votos. Em vez disso, pede-se que sejam desqualificados votos de eleitores que tiveram uma oportunidade de corrigir os votos por correio que tinham sido por alguma razão considerados inválidos.

O processo acusa as regiões de maioria democrata de violar a lei ao identificar votos por correios antes das eleições que tinham defeitos, por exemplo não tinham o envelope secreto no interior ou não tinham a assinatura do exterior do envelope, permitindo aos eleitores corrigirem. Ao contrário, as regiões de maioria republicana não o fizeram.

Na Pensilvânia, que vale 20 votos no Colégio Eleitoral, cerca de 70 mil votos separam Biden de Trump. No total, o democrata conquistou 306 votos no Colégio Eleitoral, frente aos 232 de Trump.

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