Tribunal de São Paulo arquiva caso contra Haddad por corrupção

O político brasileiro e filiado no Partido dos Trabalhadores estava acusado de ter recebido 2,6 milhões de reais em subornos da empresa de construção UCT.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo considerou que não havia provas suficientes contra o ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado por Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais brasileiras, acusado formalmente pelo Ministério Público (MP) de corrupção e lavagem de dinheiro em novembro do ano passado. Por dois votos a um, os magistrados enunciaram habeas corpus em defesa de Fernando Haddad, de acordo com o jornal brasileiro Folha de São Paulo.

Segundo o Tribunal, a denúncia não deixou claro qual a vantagem do empreiteiro. Os advogados do político filiado no Partido dos Trabalhadores (PT), Pierpaolo Cruz Bottini e Leandro Racca, afirmaram que "o Tribunal reconheceu as falhas da acusação e a inexistência de benefícios indevidos para a UTC na gestão de Haddad".

O representante do MP, Maurício Ribeiro Lopes, concordou com a tese da defesa, afirmando que a acusação falhou na descrição do crime e que os elementos levados a audiência não foram suficientes para justificar a ação penal.

A acusação foi conhecida em pela campanha eleitoral, em setembro de 2018. Foi Ricardo Pessoa, empreiteiro da UTC, quem levantou a denúncia, afirmando ter pago a Haddad 2,6 milhões de reais em subornos, em 2012. Alegações entretanto acolhidas pelo Ministério Público.

De acordo o MP, o político terá pedido a quantia de três milhões de reais (equivalente a cerca de 697 mil euros) à empresa de construção UTC para liquidar dívidas de campanha com a gráfica de Francisco Carlos de Souza, um ex-deputado estadual do partido. A tese apontava ainda que o mesmo o terá feito através do tesoureiro do seu partido, João Vaccari Neto, entre abril e maio de 2013.

Outras cinco pessoas viraram réus na ação, incluindo o antigo tesoureiro do PT e o doleiro Alberto Youssef. Inicialmente, a acusação do MP apontava também crime de formação de quadrilha, não aceite pela Justiça.

Na altura, Fernando ​​​​​​​Haddad garantiu não haver provas para aquilo de que é acusado e que apenas se explica pelos "interesses contrariados" dos seus delatores.

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