Terroristas de Bruxelas queriam atacar o Euro 2016

Abrini, detido na sexta-feira e acusado de homicídio por terrorismo, diz que o plano inicial não era atacar Bruxelas

A célula terrorista de Bruxelas que ajudou a levar a cabo os atentados de Paris em novembro e os da capital belga em março tinha como próximo alvo o Euro 2016 em França. Segundo escreve o jornal francês Libération, o recém-detido Mohamed Abrini afirmou que não havia planos de atacar Bruxelas até à súbita detenção de Salah Abdeslam.

Fonte policial disse ao Libération que a revelação de Abrini não tinha sido surpreendente. "Não é um furo, descobrir que havia terroristas a pensar em atacar durante o Euro. As forças de segurança estão permanentemente a elaborar cenários de ataque para saber como reagir", afirmou. "Se as afirmações de Abrini forem verdadeiras, então isso mostra ainda mais que a Bélgica é uma base operacional que é preciso vigiar com ainda mais intensidade. As redes e células jihadistas cruzam-se lá e recompõem-se lá há dez anos".

Mohamed Abrini foi detido na sexta-feira. Era procurado desde novembro, quando foi identificado como o motorista de um dos terroristas que participou nos atentados de Paris, Salah Abdeslam. Abrini afirma ter participado depois nos atentados de Bruxelas, e diz ser o homem que surge de chapéu nas imagens de videovigilância do Aeroporto de Zaventem, ao lado dos dois bombistas suicidas que lá se fizeram explodir.

As novas declarações de Abrini ao ser interrogado pela polícia demonstram que a célula terrorista de Bruxelas não tinha planos específicos de atacar a capital belga, mas foram levados a agir após uma operação policial em Bruxelas que levou a um tiroteio no bairro de Forest onde foi morto um homem que se acredita estar associado à célula jihadista, e posteriormente à detenção do terrorista confesso Salah Abdeslam. Foi apenas dias após a detenção de Abdeslam que a mesma célula detonou as explosões no aeroporto e metro de Bruxelas, que mataram 32 pessoas.

O Euro 2016 vai ser organizado pela França em junho e julho deste ano. A procuradoria federal belga confirmou este domingo que a investigação da célula terrorista por detrás dos atentados de Bruxelas planeava atacar França, e não a Bélgica. Foi a velocidade da investigação policial que os precipitou e fez atacar em Bruxelas.

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