Terrorista lusodescendente aparece no vídeo divulgado pelo Estado Islâmico

Ismael Omar Mostefai foi um dos homens que do ataque ao Bataclan. No vídeo deixa ameaças e acaba por decapitar uma pessoa

No vídeo que o Estado Islâmico (EI) difundiu no domingo e que, alegadamente, mostra os autores dos ataques de 13 de novembro em Paris, surge o terrorista que tinha mãe portuguesa. Ismael Omar Mostefai foi um dos homens que atacou o Bataclan, onde morreu.

Nas imagens divulgadas por um dos habituais canais de propaganda do EI, o Al-Hayat, os homens são mostrados a treinar na Síria e no Iraque, antes de partirem para França. Alguns surgem a decapitar reféns e entre eles está Mostefai, segundo o Jornal de Notícias.

Conhecido no EI como Abu Rayyan Al-Faransi, nome com que aparece no poster publicado na revista Dabiq, Mostefai lê uma mensagem de quatro minutos, na qual explica que vai para Paris para se vingar "de todos os franceses, cães, que elegeram os filhos da mãe que bombardearam os irmãos do Mali e Iraque". Acrescenta ainda: "Quando o exército santo chegar à vossa terra, vão tremer de medo e nenhuma aliança com outros países vos vai servir porque o exército santo não teme a morte, pois a guerra contra os infiéis é santa." Mostefai termina decapitando uma pessoa, avança o Jornal de Notícias.

Ismael Omar Mostefai tinha 29 anos e era filho de uma emigrante portuguesa que vive na capital francesa. Lúcia Moreira tem 54 anos e saiu da Póvoa do Lanhoso aos seis. Casou com um argelino, sendo que Mostefai tinha nacionalidade francesa.

No vídeo em causa, alguns dos elementos do EI afirmam que a sua "mensagem se dirige a todos os países que participam na coligação" antijihadista liderada pelos EUA, que luta contra o EI na Síria e no Iraque, e pediram aos seus seguidores para realizarem ataques solitários em Paris e no Ocidente. O vídeo mostra ainda um retrato do primeiro-ministro britânico David Cameron acompanhado de uma frase em inglês em que ameaça: "Quem estiver do lado dos infiéis será o alvo das nossas espadas". Descreve também os jihadistas como "leões" que meteram "a França de joelhos".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG