Mohamed Abrini admite ser ele o "homem do chapéu" do aeroporto de Bruxelas

Abrini confessou ter estado no local do crime e explicou que deitou o casaco para o lixo e vendeu o chapéu depois dos atentados

O suspeito detido na sexta-feira em Bruxelas e acusado hoje de terrorismo pelos autoridades belgas, Mohamed Abrini, admitiu ser "o homem do chapéu" que aparece nas imagens de videovigilância do aeroporto de Bruxelas, ao lado dois dos bombistas suicidas do ataque que abalou a capital belga a 22 de março.

A garantia é das autoridades belgas. "Confrontámo-lo com as provas em vídeo preparadas pela nossa unidade especial", disse um porta-voz da procuradoria-geral belga. "Teve de admitir que era ele."

"Ele confessou ter estado no local do crime e explicou que deitou o casaco para o lixo e vendeu o chapéu" depois dos atentados, indicou em comunicado.

A procuradoria acusou o belga-marroquino Mohamed Abrini de "participação em atividades de um grupo terrorista e de assassínios terroristas" em relação com os atentados de 13 de novembro em Paris.

Inicialmente, a procuradoria afirmou que "ainda não era possível" pronunciar-se sobre a presença, ou não, de Mohamed Abrini, de 31 anos, no aeroporto de Zaventem, a 22 de março.

Na quinta-feira, a polícia belga tinha divulgado novas imagens do "homem do chapéu", que terá saído do aeroporto de Zaventem pouco antes das explosões e percorrido cerca de 10 quilómetros a pé até ao centro de de Bruxelas.

As autoridades conseguiram refazer esse percurso através de várias câmaras de vigilância colocadas em diferentes pontos da cidade.

De acordo com o diário belga L'Echo, Mohamed Abrini terá explicado aos investigadores e ao juiz de instrução, responsáveis pelo interrogatório, que os atacantes de 22 de março pretendiam voltar a atacar Paris, mas foram surpreendidos pela investigação belga e decidiram precipitadamente atuar em Bruxelas.

A procuradoria belga não confirmou esta informação, indicou a agência noticiosa belga.

com Reuters e Lusa

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