Terceiro homem detido por suspeita de ligação ao ataque de Nice

Autor do atentado que matou três pessoas é um tunisino de 21 anos que chegou a França no início do mês. Entre as vítimas mortais está uma brasileira.

Um terceiro homem foi detido na sexta-feira para ser interrogado por suspeita de ligação ao ataque com uma faca numa igreja de Nice, que causou três mortos.

O suspeito, de 33 anos, estava na casa de um segundo indivíduo que as autoridades suspeitam tenha estado em contacto com o atacante, o jovem tunisino Brahim Issaoui, de 21 anos.

"Estamos a tentar clarificar qual é o seu papel em tudo isto", indicou uma fonte à agência de notícias francesa AFP.

O segundo detido, de 35 anos, é suspeito "de ter estado em contacto com Issaoui no dia anterior ao ataque, tal como o primeiro suspeito", de 47 anos, que se encontra sob custódia policial desde a noite de quinta-feira.

Três pessoas morreram, uma delas degolada, no interior da basílica de Nossa Senhora de Nice. O agressor, que gritou "Allahu Akbar" ("Deus é grande") durante o ataque, foi ferido a tiro com gravidade pela polícia e transportado para o hospital.

Entre as vítimas está Simone Barreto Silva, brasileira radicada em França, de 44 anos e mãe de três filhos. Ex-dançarina de samba, fez cursos de cozinha e sonhava abrir um restaurante. As outras duas vítimas são o sacristão da igreja, Vincent Loquès, de 55 anos, e Nadine Devillers, uma mulher de 60 anos que foi encontrada degolada perto da porta da igreja.

Embora ainda se desconheçam as motivações do autor do ataque, o seu itinerário começa a ficar claro. Segundo fontes francesas e italianas, chegou ilegalmente à Europa, passando pela ilha de Lampedusa, porto habitual para imigrantes ilegais, a 20 de setembro.

Desembarcou na Europa continental, mais precisamente na cidade italiana de Bari, a 9 de outubro, onde recebeu ordem de deixar o território no prazo de sete dias, o que ele ignorou.

Não se sabia mais sobre o seu paradeiro até esta quarta-feira, quando entrou em contacto com o irmão Yassine, que mora em Sfaz, na Tunísia. "Ele disse-nos que foi para França porque era mais fácil encontrar trabalho lá", contou o irmão à AFP.

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