Tailândia vai atribuir cidadania ao treinador e a três crianças resgatadas da gruta de Tham Luang

O processo de atribuição de cidadania pode chegar a demorar uma década, mas no caso dos resgatados da gruta no norte da Tailândia a burocracia foi ultrapassada.

O treinador e três das 13 crianças que foram resgatados da gruta tailandesa Tham Luang em junho vão receber nesta quarta-feira os seus cartões de cidadão. Os quatro chegaram à Tailândia ilegalmente com as suas famílias e viviam sem documentos.

Na sequência do resgate da equipa de futebol que viveu numa gruta durante 17 dias, foi revelado que o treinador de 25 anos Ekkapol Chantawong e os jogadores Pornchai Kamluang, Mongkhol Boonpiam e Adul Sam-on faziam parte das cerca de 480 mil pessoas que vivem na Tailândia ilegalmente.

Os menores tinham documentos que lhes permitiam, por exemplo, ir à escola. No entanto, com estes papéis não podiam arranjar trabalho ou sair de Mae Sea, no distrito de Chiang Ra, onde vivem. Já o treinador nem este documento possuía.

As famílias dos quatro são estrangeiras e entraram em Mae Sae pela fronteira de Myanma. Algo muito comum na Tailândia que tem cerca de 480 mil pessoas a viver em tribos ou outros grupos étnicos perto das fronteiras. A resposta a pedidos de cidadania são por norma muito demoradas, podendo chegar a arrastar-se durante uma década.

Neste caso, o processo foi acelerado porque os quatro reuniam "todas as qualificações" para serem cidadãos, independentemente do que se passou na gruta, afirma o chefe da divisão de Mae Sae à agência AFP.

A equipa de futebol da qual fazem parte os recém-cidadãos tailandeses viveu dentro da gruta Tham Luang durante 17 dias. O resgate aconteceu a 23 de junho perante os olhares atentos do mundo.

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