Cesar Sayoc Jr. é o suspeito das bombas nos EUA e tem antecedentes por ameaças terroristas

Homem de 56 anos vivia agora na Florida, em Aventura, mas já foi residente em Nova Iorque. Tem antecedentes criminais por ameaças terroristas e está registado no partido republicano

O suspeito que foi hoje detido nos Estados Unidos é um homem de 56 anos, que será originário de Nova Iorque mas vivia agora na Florida. Cesar Sayoc Jr. foi detido em Plantation, na zona de Miami neste estado do sul dos EUA e tem antecedentes criminais por ameaças terroristas a juízes, noticiam vários órgãos de informação norte-americanos.

As autoridades policiais apreenderam uma carrinha do suspeito, junto à qual foi detido. A viatura estaria coberta por autocolantes de apoio a Donald Trump. Terá sido identificado pela polícia através de ADN recolhido nos envelopes enviados. Segundo o The New York TImes, está registado como eleitor do partido republicano.

A detenção surge após as autoridades norte-americanas encontrarem hoje mais engenhos explosivos que tinham sido remetidos ao senador de New Jersey, Cory Booker, e outro destinado ao ex-diretor da Inteligência Nacional, James Clapper. O pacote destinado a Booker, um membro do Partido Democrata, foi intercetado na Florida enquanto o segundo foi detetado nos correios em Nova Iorque.

Donald Trump já anunciou via Twitter que irá fazer em breve uma declaração sobre a detenção.

Duas horas antes, o presidente dos EUA escrevia na mesma rede social que a sequência de encomendas armadilhadas estava a prejudicar os republicanos nas eleições para o Congresso, daqui a 11 dias.

A encomenda destinada a Clapper estava endereçada aos escritórios da CNN em Nova Iorque, tal como já havia acontecido no caso idêntico com John Brennan, outro ex-responsável da serviços secretos americanos. O pacote suspeito foi detetado numa agência da US Postal em Manhattan. No caso de Booker, a bomba foi detetada ainda na Florida e estava endereçada ao seu escritório em Camden, New Jersey. De resto, é no estado da Florida que os investigadores concentram atenções já que há indícios que a maioria foi enviada a partir de espaços dos correios situados no sul da Florida e com passagem por uma central da US Postal em Miami.

São já 12 as bombas intercetadas esta semana, todas dirigidas a críticos da administração Trump. O milionário George Soros, Hillary Clinton, Barack Obama, Joe Biden, Eric Holder (antigo procurador-geral na administração Obama), Maxine Waters (congressista democrata), Roberto de Niro, Joe Biden e John Brennan, ex-diretor da CIA. No caso de Biden e Waters estão em causa dois engenhos explosivos.

James Clapper já reagiu e deixou um alerta para todos os que têm sido críticos do presidente Donald Trump: "Isto é terrorismo doméstico. Acho que qualquer um que tenha sido um crítico, publicamente, do presidente Trump, deve estar em alerta e tomar algumas precauções, especialmente no que diz respeito ao correio", apontou o ex-diretor dos serviços secretos, afirmando não estar surpreendido por ser um dos alvos.

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