Supremo espanhol recusa suspender exumação de Franco

O executivo espanhol decidiu no início de novembro continuar com o processo de transferência do corpo, apesar do recurso apresentado pela família.

O Tribunal Supremo espanhol rejeitou hoje um pedido da família de Francisco Franco para que o Governo suspendesse o processo de exumação do corpo do ditador do Vale dos Caídos.

O executivo espanhol decidiu no início de novembro continuar com o processo de transferência do corpo, apesar do recurso apresentado pela família de Franco contra a decisão de retirar o corpo do Vale dos Caídos, nos arredores de Madrid. A família queria que se esperasse pela decisão final sobre se a transladação dos restos é ou não legal.

O parlamento espanhol tinha aprovado em setembro último a proposta do Governo socialista a autorizar a exumação dos restos mortais do ditador.

Com a providência cautelar que apresentou, a família de Franco pretendia ganhar tempo, alegando que ainda não foram ouvidos os familiares de todos os que estão enterrados no Vale dos Caídos que, como o ditador, não foram vítimas mortais da Guerra Civil espanhola.

O Tribunal Supremo rejeitou o pedido da família, alegando que esta pode voltar a recorrer da decisão quando a exumação ficar definitivamente decidida em Conselho de Ministros.

Entretanto, ainda não se sabe para onde é que será exumado o corpo, depois de o Governo espanhol ter recusado a sua transferência para a catedral de Almudena, em Madrid, como propôs a família.

Para o executivo socialista, o corpo do ditador não pode ir para nenhum local onde possa ser "enaltecido ou homenageado".

Francisco Franco Bahamonde foi um militar espanhol que integrou o golpe de Estado que, em 1936, marcou o início da Guerra Civil Espanhola, tendo exercido desde 1938 o lugar de chefe de Estado, até morrer em 1975, ano em que se iniciou a transição do país para um sistema democrático.

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