Supermercados do Reino Unido racionam produtos com receio de açambarcamento

Tesco e Morrisons limitaram a venda de certos produtos, como papel higiénico e desinfetante

Duas das maiores cadeias de supermercados do Reino Unido disseram esta semana que estão a racionar alguns produtos após o anúncio das novas restrições devido ao coronavírus para evitar o pânico de compra observado no início da pandemia.

A Tesco revelou na sexta-feira que está a limitar certos produtos - incluindo lenços humedecidos antibacterianos, lenços humedecidos, farinha, massa e papel higiénico - a três compras por pessoa. Os clientes online também enfrentam limites para arroz e vegetais enlatados.

"Temos grande disponibilidade, com bastante stock para todos, e encorajamos os nossos clientes a comprar com normalidade", disse um porta-voz da Tesco.

"Para garantir que todos possam continuar a comprar o que precisam, introduzimos limites de compra a granel para um pequeno número de produtos", frisou a companhia.

O supermercado rival Morrisons também decidiu introduzir regras semelhantes na quinta-feira. "Estamos a introduzir um limite para um pequeno número de produtos importantes, como papel higiénico e desinfetante. Os nossos níveis de stock desses produtos são bons, mas queremos garantir que eles estejam disponíveis para todos", disse um porta-voz da Morrisons.

Enquanto isso, o órgão da indústria, o British Retail Consortium (BRC), exortou os consumidores a terem respeito pelos outros ao comprar alimentos e outros produtos essenciais.

"As cadeias de abastecimento estão mais fortes do que nunca e não prevemos quaisquer problemas na disponibilidade de alimentos ou outros bens relativamente a um futuro confinamento", disse Andrew Opie, diretor de alimentos e sustentabilidade do BRC. "No entanto, pedimos aos consumidores que tenham os outros em consideração e comprem como normalmente fariam", acrescentou.

O primeiro-ministro Boris Johnson aumentou as restrições esta terça-feira para conter o aumento de casos de covid-19, ordenando que os bares fechem mais cedo e aconselhando as pessoas a voltarem a trabalhar em casa para evitar um segundo confinamento nacional.

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