Suécia tem "dúvidas jurídicas" sobre ataque dos EUA

Ministra dos Negócios Estrangeiros pergunta se o ataque é compatível com o direito internacional

A ministra dos Negócios Estrangeiros sueca, Margot Wallström, afirmou hoje que o ataque lançado pelos EUA de madrugada contra uma base militar na Síria suscita "dúvidas jurídicas" e reiterou a necessidade de uma solução política para o conflito.

"É importante que as ações tenham uma base jurídica. O bombardeamento gera dúvidas sobre se é compatível com o direito internacional. Por isso, a questão deve voltar ao Conselho de Segurança da ONU, que tem de tomar a responsabilidade de uma solução política duradoura", disse a ministra, citada pela agência TT.

O bombardeamento gera dúvidas sobre se é compatível com o direito internacional.

Forças militares dos Estados Unidos lançaram 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun.

Wallström qualificou o ataque com armas químicas de "desprezível" e recordou que na quinta-feira a Suécia tentou, com os outros nove membros não permanentes do Conselho de Segurança, chegar a um consenso sobre uma resolução exigindo uma investigação ao ataque.

"Lamentamos que não tenha havido acordo entre os membros permanentes. Estamos prontos para continuar o trabalho", disse a ministra, acrescentando que "é altura de o povo sírio poder decidir o seu futuro".

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