Sturgeon adia decisão sobre segundo referendo na Escócia

A primeira ministra escocesa diz que não desiste da independência, mas quer focar-se agora em conseguir proteger os interesses escoceses no brexit.

A primeira ministra escocesa, Nicola Sturgeon, anunciou no Parlamento que vai adiar até ao outono de 2018 os planos para convocar um segundo referendo à independência da Escócia.

Sturgeon tinha defendido no passado um segundo referendo em outono de 2018 ou na primavera de 2019, mas está a rever o plano depois de o Partido Nacionalista Escocês ter perdido 21 deputados nas eleições deste ano.

Dizendo continuar a "acreditar firmemente" que a Escócia deve ter algo a dizer em relação ao seu futuro após o processo do brexit, Sturgeon quer focar-se agora em conseguir o melhor acordo possível para a Escócia em relação à saída do Reino Unido da União Europeia e "duplicar os esforços" para conseguir manter o país no mercado único.

"A nossa proposta não é para um referendo agora ou antes de haver clareza suficiente sobre as opções, mas dar [às pessoas] uma escolha no final do processo do brexit, quando houver essa clareza", indicou, dizendo que iria "reiniciar o plano que tinha estabelecido a 13 de março", de passar legislação que permitisse um segundo referendo imediatamente.

Mais cedo, a primeira ministra tinha anunciado no Twitter que ia falar sobre "o futuro para a Escócia após as eleições gerais". Para Sturegon, o resultado eleitoral "reabriu a possibilidade, por muito pequena, de evitar um hard brexit".

Após as eleições, a chefe do governo britânico, Theresa May, fez um acordo de governo com os Partido Unionista Democrático, prometendo gastar mais um mil milhões de libras na Irlanda do Norte. Uma decisão que tinha sido criticada por Sturgeon, que acusou May de querer "agarrar-se ao poder" e

(artigo corrigido a 28 de junho às 19:50)

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