Sobe para 109 o número de mortes na Guatemala

O número de vítima pode ainda aumentar, uma vez que mais de 200 pessoas continuam desaparecidas

Pelo menos 109 pessoas morreram mortos e mais de 200 desaparecidos é o último balanço da erupção do vulcão de Fogo, no sul da Guatemala, no domingo passado, disseram na quinta-feira as autoridades.

No balanço anterior, as autoridades contabilizaram pelo menos 101 mortos.

Mais de 96 horas após a erupção, que cobriu as aldeias circundantes de cinzas incandescentes e lava, o Ministério das Relações Exteriores da Guatemala solicitou na quinta-feira ajuda internacional.

A ministra Sandra Jovel indicou que todas as missões diplomáticas de países na Guatemala e a cooperação internacional já foram oficialmente informados da abertura da receção de ajuda.

As necessidades descritas por Jovel incluem "equipamentos para abrigo, rações alimentares, material de limpeza pessoal, analgésicos e antibióticos, filtros de água, casas de banho móveis, telecomunicações, infraestruturas de serviços, equipamento médico, cirúrgico, hospitais de campanha e assistência médica".

A responsável explicou que as autoridades "seguiram todos os protocolos estabelecidos para fazer o apelo internacional após as primeiras 72 horas", cumprindo o manual de resposta para catástrofes deste tipo.

O secretário executivo da Coordenadora Nacional para a Redução de Desastres (Conrad), Sergio Garcia Cabañas, disse que a fase de resposta "ainda não acabou", mas é necessário começar, simultaneamente, com as fases de "reparação e reconstrução" e é por isso que, 96 horas após o desastre, o pedido de assistência internacional foi efetuado.

Sergio Garcia Cabañas reconheceu que as condições no terreno "são um perigo para as equipas de resgate", devido às altas temperaturas de "50 ou mesmo 100 graus Celsius, dependendo da altura das cinzas", o que o levou a tomar a decisão de "suspender as buscas momentaneamente".

O vulcão de Fogo tinha já entrado em erupção este ano em janeiro. Em setembro de 2012, a sua anterior entrada em atividade causou a retirada de cerca de 10.000 pessoas residentes em aldeias situadas no flanco sul.

Há outros dois vulcões ativos na Guatemala: o Santiaguito (oeste) e o Pacaya (a 20 quilómetros a sul da capital).

Este pequeno país da América central situa-se no "anel de fogo do Pacífico", uma zona que concentra cerca de 90% da atividade sísmica terrestre.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG