Putin quer investigação minuciosa ao ataque com gás neurotóxico

O Presidente russo, Vladimir Putin, exige que se investigue de forma minuciosa o envenenamento do espião russo e da filha em solo britânico e afirma que vai participar das diligências

O Presidente russo, Vladimir Putin, declarou que Moscovo quer uma investigação minuciosa ao envenenamento de um ex-espião russo no Reino Unido e vai pedir para fazer parte dela.

Falando hoje em Ancara, após uma reunião com o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, Putin citou o dirigente do laboratório da Defesa britânico, segundo o qual os seus cientistas não identificaram a fonte exata do agente neurotóxico usado para atacar o antigo agente secreto duplo Serguei Skripal e a filha.

Putin frisou que o tipo de gás neurotóxico utilizado a 04 de março, no ataque a Skripal, pode ser produzido em cerca de 20 países.

Para o chefe de Estado russo, dada a ausência de informação precisa sobre a origem do gás venenoso, "a velocidade com que foi lançada a campanha anti-Rússia causa perplexidade".

Serguei Skripal, de 66 anos, e a filha, Yulia, de 33, foram envenenados em Salisbury, no sul de Inglaterra, com uma neurotoxina produzida, segundo as autoridades britânicas, no âmbito de um programa químico nuclear soviético.

Londres considera que a responsabilidade de Moscovo neste envenenamento é "a única explicação plausível", apesar de o Kremlin ter repetidamente negado qualquer envolvimento no caso do antigo agente secreto duplo russo.

O incidente de Salisbury desencadeou entre Moscovo e o Ocidente uma das piores crises diplomáticas dos últimos anos.

No total, o Reino Unido e seus aliados, entre os quais a União Europeia e a NATO, anunciaram mais de 150 expulsões de diplomatas russos dos seus territórios.

A Rússia ripostou adotando medidas idênticas em relação a um número equivalente de diplomatas desses Estados.

Após ter expulsado, a 17 de março, 23 diplomatas britânicos e encerrado o consulado britânico em São Petersburgo, bem como o British Council na Rússia, Moscovo exigiu no sábado a Londres que reduza os seus funcionários diplomáticos em mais de 50 pessoas para obter uma "paridade" das missões diplomáticas.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG